Da redação
(Foto: Banda B)O ex-prefeito de Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, Luiz Goulart Alves, o ‘Luizão’, defende a transparência e o diálogo principalmente com os servidores públicos em momentos de crise. Ele é destaque em todo o país por ter terminado o último mandato com 94,1% de aprovação – o maior já registrado no país. Ainda, Luizão, que desfiliou-se do PT (Partido dos Trabalhadores), falou sobre o seu futuro político e o cortejo para ingressar em partidos políticos, já que atualmente está sem legenda.
Em entrevista ao radialista Geovane Barreiro, durante o Jornal da Banda B 2ª Edição, Luizão falou sobre o assédio que vem sofrendo. “Tem sim, até porque estou sem partido no momento. Eu converso e estou pesquisando, porque quero contribuir para a política. Estive nesta semana conversando com o senador Requião e estou avaliando o que fazer no futuro”, explicou.
Durante a entrevista, ele disse também que acredita que todas as contas da administração precisam ser transparentes, para que haja entendimento entre os funcionários públicos e a prefeitura – diferente do que está acontecendo em Curitiba, por exemplo, diante do ‘pacotaço’ que tramita na Câmara de Vereadores.
“Sempre que há clareza e transparência, há também uma maior convicção para fazer os ajustes. Por isso, é preciso que o diálogo seja constante. Em Pinhais, no começo do ano, a prefeita tomou algumas medidas restritivas, sem saber exatamente como a economia ia se comportar. Mas todo mês, uma comissão se reúne e analisa a conjuntura financeira do município e também do país. Assim, há argumentos para se dizer ‘precisamos fazer isso por causa disso e disso’. O segredo é a franqueza”, comentou.
Mesmo em um período de recessão e dificuldade, o ex-prefeito garante que é possível gerir uma cidade sem ‘comprar briga’ com os servidores e a população. “A prefeitura tem que ter equilíbrio. Nós estamos em um período de grande desemprego, então precisamos ser francos. A gente diz para os funcionários que o pagamento está em dia e que podemos aumentar o salário quando tivermos recursos. Nada de prometer o que não pode cumprir: o jogo tem que ser aberto. Antes de fazer qualquer coisa, é ideal ter a certeza de que há dinheiro em caixa”, completou.
Segundo ele, se os repasses diminuíram, como aconteceu em todas as cidades do país, não se pode gastar mais do que se recebe. “O motivo da minha aprovação é simples, não tem nada de extraordinário: basta cumprir o plano de governo, com objetivos claros e uma equipe motivada. Nós tivemos situações em que alguns moradores vieram me dizer que precisavam de asfalto na rua. Aquela via em especial estava no planejamento para ser reformada no prazo de um ano e essa foi a minha resposta para eles. Em um primeiro momento, eles ficaram tristes, mas depois, quando a pavimentação aconteceu exatamente na data em que falei, o meu trabalho ganhou confiança”.
Para finalizar, Luizão também comentou sobre o atual cenário político brasileiro. “Cada cidadão precisa fazer a sua parte. Nós não podemos mudar Brasília, mas podemos começar na nossa cidade. Muitas vezes as pessoas reclamam da corrupção, mas também praticam pequenos atos dessa natureza, como trafegar na contramão ou no acostamento. A gente precisa deixar a hipocrisia de lado e contribuir com o coletivo”, finalizou.
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