O advogado Tiago Cedraz – filho do ministro Aroldo Cedraz – Foto: reprodução TV Justiça

O advogado Tiago Cedraz – filho do ministro Aroldo Cedraz, do Tribunal de Contas da União (TCU) – é um dos alvos de busca da 45ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada nesta quarta-feira (23). A informação é da TV Globo.

Segundo o apurado, há uma intimação para que Tiago Cedraz compareça imediatamente à superintendência regional da Polícia Federal, em Brasília, para prestar depoimento.

Dando continuidade aos trabalhos de fases recentes, a Polícia Federal, deflagra na manhã desta quarta-feira (23) a 45ª fase da Operação Lava Jato – Operação Abate II.  Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão nas cidades de Salvador (BA), Brasília (DF) e Cotia (SP). Seguindo a mesma linha de atuação criminosa revelada na última fase da investigação, foi identificada a participação de novos interlocutores que atuaram junto a Petrobras para favorecer a contratação de empresa privada e remunerar indevidamente agentes públicos.

De acordo com novos elementos colhidos na investigação policial, dois advogados, entre eles o filho do ministro do TCU, participaram de reuniões nas quais o esquema criminoso, com o pagamento de propinas a agentes da Petrobras, teria sido planejado. Paralelamente teriam recebido comissões pela contratação de empresa americana pela empresa petrolífera, mediante pagamentos em contas mantidas na Suíça em nome de empresa off-shore. Também se detectou a participação de ex-deputado federal e sua assistente na prática dos crimes e no recebimento de pagamentos indevidos.

Maiores esclarecimentos serão apresentados pela autoridade policial responsável na sede da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba às 10 horas.

43ª e a 44ª fases da Lava Jato

Na sexta-feira (18), duas novas fases da Operação Lava Jato foram deflagradas: a 43ª e a 44ª fases.  Em uma delas, ex-líder dos governos Lula e Dilma e ex-deputado federal Cândido Vaccarezza, que deixou o PT, foi preso temporariamente (por cinco dias). Ele foi libertado ontem pelo juiz Sérgio Moro.  Na outra, o cônsul honorário da Grécia no Brasil é investigado por suspeita de participar em um esquema para facilitar a contratação de empresas gregas pela Petrobras.

Do total de mandados, seis foram de prisão de temporária, 29  de busca e apreensão e 11  de condução coercitiva, que é quando a pessoa é levada para prestar depoimento. Três pessoas foram presas.

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