Osmar Dias, do PDT, vai disputar o Governo do PR em 2018 – Foto: Divulgação

Tudo indica que os ânimos dentro do PDT estão mais serenos em relação a permanência ex-senador e pré-candidato ao governo do Paraná, Osmar Dias, no partido. Se em agosto, o presidente do PDT no Paraná dizia iria disputar o governo do Paraná em 2018 no partido que lhe desse total liberdade para apoiar o irmão, Álvaro Dias (Podemos), à Presidência da República, agora, Osmar garante que não há motivos para trocar de partido no ano que vem.

“Estou no PDT há 16 anos, desde que Leonel Brizola me convidou após o lamentável episódio em que tive que deixar o PSDB por recusar a retirar a assinatura da criação da CPI da corrupção, que já investigava irregularidades na Petrobras no governo FHC. Fui convidado a sair . Hoje sou presidente estadual do PDT e não vejo razão nenhuma neste momento para deixar um partido que me oferece todas as condições para disputar o governo do Paraná”, afirmou Osmar Dias em entrevista à Banda B.

Questionado se não seria mais empecilho permanecer no PDT, caso Ciro Gomes (PDT-CE) saia candidato á Presidência, o que poderia impedi-lo de apoiar o irmão Álvaro Dias, Osmar preferiu dizer que falar sobre isso hoje seria se antecipar aos fatos. “Responder a esta pergunta hoje seria se antecipar aos fatos. Não sei se o Ciro Gomes será candidato à Presidência, mas sei que Álvaro será e sendo, certamente terá o meu apoio”, garantiu o pedetista.

Osmar sempre deixou claro que tem que ter liberdade total para apoiar o irmão Álvaro na disputa pela Presidência da República. “Tenho este compromisso moral e a questão familiar é superior a tudo. Não admito outra hipótese”, afirmou.

Sobre a candidatura ao Governo do Paraná, a posição de Osmar é clara. ”Coloquei meu nome à disposição do partido e é a população que decide. Ofereço a minha experiência acumulada na vida pública e minha postura ética de sempre lutar pelas coisas certas. Sou pré-candidato, mas sem pressa. Estamos elaborando um plano de governo de acordo com as necessidades da população paranaense”.

Prioridade

Na entrevista, Osmar Dias disse que o plano de governo está em fase de elaboração, mas é certo que investir em infraestrutura será prioridade. “O Estado precisa retomar os investimentos em infraestrutura. Setores como o agronegócio e a indústria dependem disso. Precisamos investir e assim gerar mais empregos. Cada região tem suas características e estamos trabalhando para oferecer um desenvolvimento harmônico para todo o Paraná. Além disso, outro setor que precisa de investimentos é a segurança pública, que precisa não só de recursos, mas também da parceria com a população”, afirmou.

Osmar Dias também comentou sobre a queda nas receitas estaduais e a decisão do Governo Richa de não reajustar os salários dos servidores pelo segundo ano consecutivo em função do desequilíbrio fiscal. Para o pré-candidato, o ajuste fiscal é necessário, mas o servidor não pode ficar sem o reconhecimento de seu trabalho. “A reforma fiscal é necessária, mas é preciso ter cuidado para não elevar a carga tributária das micro e pequenas empresas, que geram 60% dos empregos no estado. O que precisamos fazer é reduzir os gastos com a máquina pública, diminuindo cargos comissionados e até mesmo a frota de veículos do governo. Mas reduzir gastos não significa não dar reajustes aos servidores. O que está na lei tem que ser cumprido. Sou a favor que se comprove a eficiência de cada funcionário público, mas é preciso valorizar cada servidor”, disse Osmar.

Prazo

Os pré-candidatos nas eleições de 2018 têm até o início de abril para definir por qual partido vão disputar os cargos. Por enquanto, os nomes colocados ainda extraoficialmente para disputa ao Governo do Paraná, além de Osmar Dias, são: o deputado estadual e ex-secretário de Desenvolvimento Urbano, Ratinho Jr. (PSD) e a vice-governadora Cida Borghetti (PP). Há ainda a indefinição de que rumo tomará Roberto Requião (PMDB), se tentará voltar ao Executivo estadual ou se vai buscar a reeleição ao Senado. Já partidos como o PT e o PSDB não definiram ainda se terão candidatos próprios.

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