Foto: AnPR
O ex-governador Beto Richa (PSDB) e outros nove investigados na Operação Rádio Patrulha tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça nesta sexta-feira (14). Com a decisão, não há mais data para que Richa deixe a prisão.
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O ex-governador está preso desde terça-feira (11), alvo de operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná (MP-PR), que investiga indícios de direcionamento de licitação para beneficiar empresários e pagamento de propina a agentes públicos, além de lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça no programa Patrulha do Campo.
A esposa do ex-governador, Fernanda Richa, também está presa no Regimento da Polícia Montada, no bairro Tarumã. A prisão dela, porém, segue sendo preventiva e se encerra neste sábado (15). O Gaeco informou que não pediu a conversão da prisão dela e de outros quatro investigados.
Segundo o MP-PR, a Justiça ainda autorizou a conversão da prisão temporária em preventiva de: José Richa Filho (Pepe Richa), Ezequias Moreira Rodrigues, Luiz Abi Antoun, Deonilson Roldo, Celso Antônio Frare, Edson Luiz Casagrande, Tulio Marcelo Dening Bandeira, Aldair Wanderlei Petry (Neco), Dirceu Pupo Ferreira.
Durante a tarde, Richa pediu liberdade ao ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A defesa do tucano alega que a prisão temporária imposta pela 13.ª Vara Criminal de Curitiba é, na verdade, uma condução coercitiva. Por 6 votos a 5, em junho deste ano, os ministros do STF vetaram a condução coercitiva para interrogatório.
Defesa
A defesa de Richa ainda não se pronunciou sobre a nova decisão. Durante a semana, uma nota foi divulgada:
Enfrento com serenidade e confiança qualquer acusação, mas devo dizer que eu e minha família estamos sofrendo muito com a injusta condenação que nos está sendo imposta. Sou um homem público há mais de duas décadas, com a mesma honradez. Tenho a consciência em paz e sei que, no devido tempo, a verdade sempre se impõe. Garanto a você, que me conhece e para quem exerço com responsabilidade a vocação que Deus me deu: nada devo e sigo confiando na justiça.
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