Filipe Martins, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foi preso pela Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira (2), em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná. Condenado por envolvimento na trama golpista, Martins estava em casa e deverá ser transferido a um presídio ainda nesta sexta.
A prisão preventiva do ex-assessor internacional de Bolsonaro ocorre três dias depois de o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinar que a defesa dele explicasse, em até 24 horas, a violação de uma das medidas cautelares impostas: acesso a redes sociais. Ele teria feito uma pesquisa na plataforma LinkedIn.

“O acusado demonstra total desrespeito pelas normas impostas e pelas instituições constitucionalmente democráticas, em virtude de que, ao fazer uso das redes sociais, ofende as medidas cautelares aplicadas, assim como, todo o ordenamento jurídico”, disse Moraes ao determinar a prisão de Filipe Martins.
Martins estava em prisão domiciliar desde sábado (27), por determinação de Moraes. O ministro decidiu aplicar a medida um dia depois que Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), foi preso tentando fugir do pais. Vasques foi condenado a 24 anos e seis meses de prisão por participação na trama golpista.
Em uma rede social, a defesa de Martins negou que ele tenha descumprido qualquer medida cautelar e afirmou que o ex-assessor estava respeitando as determinações de forma “exemplar”.
“Nem vou chamar isso de prisão preventiva porque prisão preventiva tem que ter motivo. Essa é mais uma prisão sem motivo. Há dois anos FIlipe Martins foi preso por uma viagem que não fez. Após provar que não viajou, ficou preso por mais seis meses. Agora, no final do ano de 2025, sofre uma prisão domiciliar por culpa de terceiro. E hoje é preso sem que tenha descumprido nenhuma medida cautelar”, avaliou Jeffrey Chiquini.