Darci Piana, Edson Campagnolo, Marcel Micheletto, Norberto Ortigara: dia 5, a escolha de Ratinho

Darci Piana, Edson Campagnolo, Marcel Micheletto, Norberto Ortigara: dia 5, a escolha de Ratinho

Se no mundo político brasileiro “tudo pode mudar na última hora”, como me lembrava ontem um veterano deputado estadual, garantindo que ele mesmo ouvira Ney Braga (nos anos 60s), que havia excluído certo nome de ata de uma convenção partidária em favor de terceiro companheiro de partido, admite-se, em cima de exemplos como o citado, que nem tudo ainda são favas contadas no redil de Ratinho Junior.

A última hora é que decide as paradas maiores da política, para o bem e para o mal.

Há exceções.

A percepção de alguns aliados de Ratinho é de que a exceção ocorreu em 6 de junho passado..

QUATRO EM CAMPANHA

Nesses domínios do Junior – como é chamado pelos mais próximos -, a cobiçadíssima questão do vice-governador está no centro das atenções, e o suspense só será desvendado em 5 de agosto, quando Ratinho Junior deverá indicar seu preferido para a posição. Trata-se da data final para as convenções partidárias e o fechamento de chapas.

Na prática, há apenas 4 nomes correndo no páreo: Marcel Micheletto, ex-presidente da Associação dos Municípios do Paraná (AMP), Edson Luiz Campagnolo, presidente da FIEP-PR, Norberto Ortigara, ex-secretário estadual de Agricultura, e Darci Piana, presidente licenciado da Fecomercio-PR.

Em outros dias, especulações chegaram a acrescentar o nome de Reinhold Stephanes à disputa da vice-governança. Tudo não passou de nuvem passageira. Stephanes acabou consolidado como coordenador de campanha, no que transfere melhor que ninguém sua experiência: foi quatro vezes ministro da República, secretário de Estado por diversas vezes, deputado federal.

NÃO FAÇO APOSTAS…

Não faço apostas. Meu papel é noticiar, opinar especular sobre temas de hoje, de ontem e exercer uma certa premonição em torno de algumas situações futuras.

Acredito, assim, por puro “feeling”, que, hoje, o nome de Darci Piana, presidente licenciado da Federação do Comércio do Estado do Paraná, é o que estaria na ponta das preferências de Ratinho Junior, um jovem que “fatalmente” terá de se cercar de nomes experientes e com largo trânsito no Estado para atingir seu objetivo primeiro – ganhar as eleições.

“Ratinho precisa de gente de cabelos brancos, até como contraponto essencial à sua juventude e ao fato de ainda ser um homem público em formação”, observa-me um vereador de Curitiba fortemente identificado com Ratinho Junior.

CAMPAGNOLO NÃO SE ABATE

Piana não aborda detalhes sobre os sinais que eventualmente tenha captado do pré-candidato Ratinho Junior. Também Edson Campagnolo não entra em detalhes sobre como vai seu projeto de conquistar o lugar de vice na chapa do mais cotado pré-candidato a governador. O que se sabe é que, homem de fé, Campagnolo não se abateu com a dura provação pela qual passou dias atrás, e que o colocou como investigado pelo GAECO, do Ministério Público Estadual, por supostas irregularidades na FIEP.

Mesmo registrada pela revista Veja, a “investigação” não durou muito.

Era pura mentira. Durou só o tempo suficiente para a liberação de declaração oficial do GAECO informando que nada está investigando na FIEPR.

Tendo repercutido muito, nacional e localmente, a suposta investigação do GAECO seria, nada mais, nada menos, que “um exercício eficiente de fogo amigo”, diz um analista político londrinense, que chega a citar, com todas as letras, o nome de um deputado estadual, originário da mesma região de atuação de Campagnolo, como o engenheiro de dossiê contra o presidente da FIEPR. Nele, o conteúdo (???) seria demolidor de ambições políticas do industrial por envolver seus negócios pessoais, um grupo empresarial canadense e dificuldades empresariais.

“Quem faz dossiês e se mantém no anonimato não merece crédito”, é o que lembram defensores da candidatura de Campagnolo no mundo empresarial. Mas dossiês sempre causam estragos, mesmo em vidas de gente decente como até agora se mostra a história de Campagnolo.

O GRANDE ENCONTRO

Para um vereador curitibano amigo, a quem indaguei ontem sobre a corrida dos pré-candidatos a vice, a escolha de Ratinho Junior estaria muito clara, seria por Piana. E ao ser tão afirmativo lembrou que em 6 de junho passado, numa grande reunião de notáveis políticos num edifício central de Curitiba, “o Junior deixou isso mais ou menos claro”. Pode ser. Como pode ser que Ratinho pretenda, se eleito, entregar a Secretaria da Fazenda a seu vice, conforme garantem fontes.

Ontem ainda, um jornalista da campanha de Ratinho Junior, discreto como só ele, saiu-se com esta: “Se o problema da campanha é escolher o vice, estamos bem. Então, não temos problema”.

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