O Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) acatou a denúncia do Ministério Público (MP) e declarou réu o deputado Ricardo Arruda (PL). As investigações apontam esquema de desvio de dinheiro público, tráfico de influência e associação criminosa. A informação foi divulgada na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) nesta segunda-feira(5).

O ofício, que foi lido pelo primeiro secretário, o deputado Gugu Bueno (PSD), aconteceu logo na primeira sessão da Alep. Segundo a denúncia, Arruda usava o “prestígio de deputado estadual, passando credibilidade e segurança aos atos ilícitos oferecidos pelo gabinete parlamentar, ao passo que assessores angariavam pessoas que almejavam algum benefício junto à administração pública estadual ou mesmo ao poder judiciário, prometendo influência do deputado Arruda em troca de altas quantias de dinheiro”.
Ainda conforme a denúncia, Arruda teria participado de crimes que aconteceram em 2016 e 2017. Tendo, em 2016, supostamente recebido um dinheiro de um empresário para que Arruda ajudasse ele a receber pagamentos do estado.
E em 2017, o deputado teria recebido propina de policiais militares, que estavam fora do quadro da PM-PR e gostariam de voltar. Os valores pelos dois “serviços” chegam a quase R$ 500 mil,
Alep pode trancar a investigação, mas Arruda quer seguir
O presidente da Alep explicou como funciona o processo, e também, deixou claro que a Alep pode receber pedidos de partidos políticos para trancamento da investigação.
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Apesar disso, o deputado quer seguir com a investigação, e diz ser inocente.
“Eu não quero que suspenda nada, até porque eu sei que essa denúncia é infundada, que eu não devo nada pra isso e eu confio na Justiça do Paraná. No caso, prefiro que continue, que seja julgado realmente”
argumentou o deputado, na Assembleia do Paraná.
O que diz a defesa do deputado
Procurada pela Banda B, a defesa de Arruda afirmou, por meio de nota, que o parlamentar não tem interesse na suspensão do processo e declarou ser inocente. Veja a nota na íntegra:
“Em relação ao ofício encaminhado pelo órgão especial do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná à Assembleia Legislativa para possível suspensão do curso do processo, já antecipamos ao presidente da casa e aos pares que não temos interesse que esse processo seja suspenso. Por quê? Porque o inocente quer sua inocência declarada. O inocente quer ser inocentado. Não há aqui qualquer margem para se discutir a suspensão de um processo que o deputado é manifestamente inocente. Então, não queremos que esse caso seja suspenso, inclusive temos a convicção de que a inocência será demonstrada e a absolvição será o único resultado possível e certo nesse caso. Por isso, iremos contribuir o máximo com a celeridade desse processo, porque é principalmente de interesse do deputado que esse processo chegue ao fim. Inocentes não podem ser processados injustamente. E é por isso que estamos lutando nesse processo, para provar que o inocente foi acusado injustamente. Mais uma vez.”
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