Herivelto Oliveira

Jorge Tarachuque, religioso não sacerdote, pertencente à Ordem dos Missionários Redentoristas, é um notório conhecedor da questão “moradores de rua”, ou “populações vivendo em situação de rua” no Brasil. Na verdade, o irmão Jorge, que hoje serve no interior do Paraná, com pós graduação em Direitos Humanos pela PUCPR, terá de “fatalmente” ser convocado pela Frente Parlamentar para Defesa da População de Rua, recém criada na Câmara Municipal de Curitiba.

Jorge Tarachuque

Ele estaria longe de Curitiba, por decisão de seus superiores – é o que se diz – “porque sua régua é completamente diferente daquela com que o prefeito Greca de Macedo mede o problema”, segundo me observa uma militante católica, do Centro de Pastoral de Curitiba.

Outros tempos

Nos dias em que Márcia Fruet, então casada com Gustavo Fruet, comandou a Fundação de Ação Social e ditou inteiramente as políticas sociais da Prefeitura, houve “excessos”. Eles estariam identificados por medidas que, no todo, apenas ampliaram o “domínio” dos moradores de rua em Curitiba. Um comerciante, AFG, lembra que “a gente nem conseguia abrir a porta de nossa loja, de manhã, tal o dormitório que tomava conta da calçada”. Outra comerciante, esta da Rua XV, reclama em cima de fato concreto: “As repúblicas dos moradores de rua foram boa proposta. Duraram pouco. Mas o que mais durou foi o incentivo a ampliação dos moradores de rua.

Professora Josete (Foto:CMC)

A Márcia Fruet tinha até criado uma espécie de “porta bagagem” para os homeless, onde eles guardavam seus pertences. Um deles ficava na Praça Osório”. De qualquer forma, vale lembrar: com Fruet a questão deixou a esfera policial e a ação da Fundação ficou no espaço que a Constituição lhe faculta agir: convidando os moradores a aceitarem recolhimento em unidade públicas de assistência”.

 “É situação de rua

Para a professora Josete (veja noticiário da Câmara, a seguir), o que existem são populações em situação de rua. Não podem ser nominadas como moradores de rua, mas sim como pessoas que transitoriamente estão sem teto. Dizer que são moradores de rua é aceitar como consumada uma realidade que tem de ser alterada, com ação do poder público, lembrou.

Renato Freitas

*Este texto não reflete, necessariamente, a opinião da Banda B.


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