Um assessor de um desembargador do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) e o filho de um outro magistrado foram alvos de uma operação extremamente sensível e sigilosa da Polícia Civil do Paraná. A operação foi deflagrada há menos de 10 dias, com toda a discrição.

Foto: Divulgação TJPR

As informações ainda são desencontradas, mas na sede do Poder Legislativo do Paraná o burburinho já ganhou os corredores do prédio. Os nomes dos alvos são mantidos a sete chaves na investigação que corre em segredo de Justiça.

Os policiais tinham ordens judiciais, exaradas pela 1ª instância da Justiça do Paraná, para cumprir dois mandados de busca e apreensão. Um alvo foi encontrado, o outro estaria fora do país. Os mandados ficaram restritos às residências dos investigados e o objetivo era apreender os aparelhos celulares e computadores. O prédio do tribunal não foi alvo da ação — assim como o gabinete do desembargador onde o assessor dá expediente.

O Blog Politicamente apurou ainda que a polícia conseguiu encontrar o assessor em casa, no bairro Uberaba, em Curitiba. O celular dele foi recolhido. Já o filho do desembargador teria informado à polícia que estava na Argentina. Os advogados dele conseguiram no TJ um habeas-corpus em que suspende a ordem de busca e apreensão. Ou seja, o filho do magistrado não terá de entregar os aparelhos eletrônicos.

A operação seria uma continuidade, um desdobramento, de outra investigação em andamento — a Cortina de Fumaça, que apura supostas ilegalidades num processo envolvendo a recuperação judicial e a guerra jurídica envolvendo a Imcopa, gigante processadora de soja com sede em Araucária, e o Grupo Petrópolis do empresário Walter Faria.

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