Aos 23 vereadores de Curitiba que aprovaram o projeto de lei que determina execução do hino nacional nas escolas municipais não parece estranho impedir que freiras ou muçulmanas participem (sem contar a terrível possibilidade de uma criança cancerígena optar por cobrir a cabeça, por exemplo).
Vereador Rogério Campos: autor15 FALTARAM
O texto – sofrível – passou, em meados de março, sem nenhum voto contrário, embora 15 legisladores não tenham votado. Oficialmente, tem-se, a partir do segundo parágrafo:
“Os alunos formarão filas no pátio coberto quando possível e cantarão os hinos em posição de sentido, com distância ajustada entre si, sem o uso de bonés, chapéus, lenços na cabeça e afins, respeitando o momento e sua respectiva importância (sic)”.
A seguir, é concedida “autonomia da direção” para cancelamento da solenidade – contanto que tenha havido “condições climáticas (…) impeditivas”.
Em Curitiba costuma chover bastante e faz muito frio no inverno…
SEM PENSAR
Na ocasião da aprovação, o vereador proponente Rogério Campos (PSC) respondeu que “não tinha pensado nisso do lenço”. O ex-ministro da Educação Vélez Rodríguez teve a honra deteriorada quando tentou converter um slogan presidencial em atributo civilizatório ligado à execução do hino nacional.
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