Responsável pela formação de cerca de 90 mil estudantes, o Colégio Estadual do Paraná (CEP) completa 180 anos de história nesta sexta-feira (13). A instituição, que se consolidou como uma das mais tradicionais do ensino público do país, atravessou gerações de paranaenses.

O Colégio Estadual do Paraná completa 180 anos
O Colégio Estadual do Paraná (CEP)(Foto: José Fernando Ogura/Arquivo AEN)

“Celebrar os 180 anos do Colégio Estadual do Paraná significa dar importância ao patrimônio histórico do Estado do Paraná. Trata-se de valorizar as tradições do passado em uma instituição que atua no presente pensando, planejando e inovando para o futuro”

destaca César Augusto Cruz, diretor do CEP. 

História do Colégio Estadual do Paraná

Até chegar ao atual endereço, localizado na Avenida João Gualberto, no Centro de Curitiba, o colégio começou em uma casa alugada no Largo da Matriz (atual Praça Tiradentes), também no Centro, em 1846. Conforme o colégio crescia e aumentava suas atividades, algumas mudanças foram necessárias.

Após funcionar na Praça Tiradentes, o colégio ganhou sua primeira sede própria em 1854, na Rua da Assembleia (hoje Alameda Doutor Muricy). Mais tarde, também ocupou espaços nas ruas Emiliano Perneta e Ébano Pereira antes de chegar ao endereço atual.

O CEP celebra 180
(Foto: CEP/ AEN)

Como parte das mudanças, o CEP também teve diferentes nomes ao longos dos anos, como: Instituto Paranaense, Gymnásio Paranaense e Colégio Paranaense.

Nomes que marcaram a história do Colégio Estadual do Paraná

Nomes importantes na política, cultura e intelectualmente passaram pelo colégio, como:

  • O ex-Presidente do Brasil, Jânio Quadros concluiu o ensino médio primário entre os anos de 1928 e 1930.
  • O ex-deputado federal Ney Braga
  • O ex-governador Jaime Lerner
  • O escritor Dalton Trevisan
  • O escritor Dalton Trevisan
  • O escritor Paulo Leminski
  • O compositor Bento Mossurunga
  • O artista Poty Lazzarotto
  • O jurista René Dotti.

Entre os nomes que marcaram sua passagem pelo colégio destaca-se o de Enedina Alves Marques, que trabalhava como doméstica enquanto estudava para concluir sua formação. Anos depois ingressou na Universidade Federal do Paraná e, em 1945, tornou-se a primeira engenheira negra do Brasil.

Curiosidades do Colégio Estadual do Paraná

O que poucas pessoas sabem é que no subsolo do prédio existe um abrigo antiaéreo construído durante a Segunda Guerra Mundial. A estrutura nunca chegou a ser usada, porém, hoje serve como espaço para atividades artísticas e culturais do colégio.

180-anos-CEP
(Foto: CEP/ AEN)

Já no Salão Nobre do Colégio, tem a Pinacoteca Theodoro de Bona. O espaço é dedicado à preservação da memória institucional e artística da instituição, e abriga uma das maiores obras do artista paranaense Theodoro de Bona: um quadro monumental que retrata a fundação de Curitiba.

Atualmente, a biblioteca da instituição reúne mais de 38 mil exemplares e cerca de 16 mil títulos catalogados, disponíveis para consulta e empréstimo dos alunos.

Entre os itens preservados encontra-se a obra “Sertum Palmarum Brasiliensium”, publicada em 1903 pelo botânico brasileiro João Barbosa Rodrigues, considerada referência científica sobre a botânica brasileira e parte de um conjunto de mais de 500 obras raras preservadas pela instituição.

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