Imagens inéditas registraram o momento exato em que a ponte Juscelino Kubitschek desabou e lançou veículos no Rio Tocantins, na divisa entre Tocantins e Maranhão. A tragédia, que aconteceu em 22 de dezembro de 2024, deixou 14 pessoas mortas.

O vídeo foi gravado por uma câmera de monitoramento instalada em um caminhão que trafegava sobre a ponte no momento do colapso. Nas imagens, é possível ver que a travessia seguia normalmente até que a estrutura começou a ceder. Em poucos segundos, o vão central desaba e caminhões, uma moto e outros veículos são arremessados para o rio.

Veja o vídeo:

VVídeo: Reprodução/ @melissafachinello_ no Instagram


No momento do colapso, diversos veículos caíram no rio, incluindo caminhões que transportavam cargas perigosas, como ácido sulfúrico e defensivos agrícolas.

As imagens foram divulgadas em uma rede social pela advogada Melissa Fachinello, que representa a transportadora proprietária de um dos caminhões e atua na defesa de familiares das vítimas. Ao comentar o caso, ela afirmou que a tragédia poderia ter sido evitada.

“Uma tragédia que poderia ter sido evitada se houvesse cuidado, manutenção, fiscalização e responsabilidade!!! Que a memória desse dia nos lembre que vidas não podem ser tratadas com descaso, silêncio e irresponsabilidade”, escreveu ela.

Veja o momento em que a ponte desaba:

Ponte desaba entre Tocantins e Maranhão

Segundo laudo da Polícia Federal (PF), o colapso da ponte aconteceu de forma extremamente rápida. A estrutura começou a ceder entre 15 e 30 segundos, e o desabamento do vão central ocorreu em menos de um segundo.

A ponte tinha 533 metros de extensão e ligava os municípios de Estreito, no Maranhão, e Aguiarnópolis, no Tocantins. Construída na década de 1960, a estrutura já era alvo de críticas há anos devido às condições consideradas precárias.

Foto mostra equipes analisando a ponte que desabou entre Tocantins e Maranhão
Ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira desabou no dia 22 de dezembro de 2024– Foto: Divulgação/PM-TO

Um relatório técnico encomendado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), publicado em 2020, apontava que a ponte estava em estado “sofrível” e recomendava intervenções. Apesar disso, uma licitação aberta em 2024 para obras de revitalização não avançou, e nenhuma reforma foi realizada antes da queda.

De acordo com a perícia, a possível causa do desabamento foi a sobrecarga da estrutura. Os técnicos destacaram que, quando a ponte foi projetada, caminhões tinham cerca de 20 toneladas, enquanto atualmente é comum o tráfego de veículos com mais de 70 toneladas.

Após o acidente, a estrutura que restou foi implodida em fevereiro de 2025. Uma nova ponte foi construída no local e inaugurada um ano depois.

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