A cadela Pretinha, conhecida por ser a “melhor amiga” do cão Orelha, está em estado crítico após a morte do companheiro, vítima de maus-tratos em Florianópolis, Santa Catarina. A cachorrinha segue internada com quadro de insuficiência renal crônica, além de hemoparasitose, doença transmitida por carrapatos. Além disso, conforme os veterinários, Pretinha está completamente abatida após a morte do fiel amigo Orelha.

De acordo com a médica veterinária Fernanda Oliveira ao portal ND Mais, a cadela está atualmente sob a tutela de uma madrinha, conhecida como dona Fátima, e conta com o apoio integral de uma empresa especializada em plano de saúde para animais domésticos. A companhia anunciou que irá arcar com 100% dos custos do tratamento, incluindo exames, internações e acompanhamento contínuo.
O caso tem comovido moradores da região e ganhou repercussão nas redes sociais após a crueldade com os animais da região vir a tona.
Quadro de saúde de Pretinha inspira cuidados
Na última semana, exames laboratoriais indicaram que Pretinha enfrenta um quadro de insuficiência renal crônica, além de hemoparasitose, doença transmitida por carrapatos. Segundo a veterinária, a condição é considerada grave e a chance de recuperação gira em torno de 40%.
Durante a primeira internação, houve melhora nos níveis de creatinina, um dos indicadores da função renal. No entanto, a taxa de ureia permaneceu elevada, o que levou a equipe médica a optar por um retorno à clínica para monitoramento 24 horas e realização de novos exames, após um breve período em lar temporário.
Abatimento após a morte do cão Orelha
Pretinha foi resgatada na Praia Brava pouco tempo depois da morte do cão Orelha, com quem dividia a companhia nas ruas. “Ela está visivelmente abatida. Mesmo com outros cães tentando interagir, não demonstra vontade de brincar, algo completamente diferente do que acontecia quando estava com o Orelha”, relatou Fernanda Oliveira.
A história da dupla é lembrada com carinho por Carolina Bechelli Zylan, também em entrevista ao portal ND Mais. A moradora da região acompanhava de perto o dia a dia dos dois. Segundo ela, o vínculo entre Pretinha e o cão Orelha era evidente.
“O Orelha era um cachorro alfa e andava na frente para proteger a Preta. Eu digo que a morte dele serviu para salvá-la, pois fez com que ela fosse recolhida e descobríssemos esse problema de saúde”, afirmou.
Carolina conta ainda que os dois raramente eram vistos separados. “Dificilmente você olhava para o Orelha e não via a Preta atrás. Nos últimos tempos, contudo, Pretinha já não acompanhava o ritmo do amigo devido às dores que ninguém imaginava que ela sentia”, concluiu a moradora.