Enquanto grupos de direita se reúnem na manhã deste domingo (26) em diversas cidades para manifestar apoio a Jair Bolsonaro (PSL), o presidente compareceu a um culto na Igreja Batista Atitude, no Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro. Bolsonaro está na cidade desde sábado (25), quando desembarcou na cidade para ir à cerimônia de casamento do seu filho, o deputado federal Carlos Bolsonaro (PSL-SP).
O presidente da República, Jair Bolsonaro, assiste ao culto na Igreja Batista Atitude. Fernando Frazão/Agência BrasilO presidente chegou à igreja por volta de 11h. Foi muito aplaudido por cerca de 3.800 fiéis. O culto foi ministrado pelo pastor Josué Valandro Júnior, líder da igreja frequentada pela primeira-dama Michelle Bolsonaro.
O pastor pediu aos fiéis que orassem para que o presidente tenha as melhores decisões para administrar o Brasil. “Todos nós aqui temos coisas na nossa vida que precisam ser trabalhadas, que precisam da resposta de Deus. A nossa nação também precisa. Há muitas pessoas sofrendo por esse Brasil a fora, que dependem das decisões do nosso presidente”, disse.
Antes de chegarem à igreja, Bolsonaro e a mulher estavam na casa do casal no condomínio Vivendas da Barra, na Barra, também zona oeste, onde passaram à noite depois de participar do casamento do filho do presidente deputado Eduardo Bolsonaro e da psicóloga Heloísa Wolf, em Santa Teresa, região central do Rio.
Belo Horizonte
“Se gritar pega centrão, não fica um meu irmão”, “não é corte, é contingência”, “Brasil acima de tudo, STF abaixo de todos” e “respeitem meu presidente” são algumas das frases nas faixas exibidas na praça da Liberdade, na capital mineira. Manifestantes já enchiam o local antes mesmo do horário marcado para o protesto a favor do governo de Jair Bolsonaro (PSL).
Em um carro de som, um organizador diz que o ato começará às 10h30 e que os manifestantes farão uma contagem até 17. Na hora do 13 (número do PT), a ordem é que fiquem todos calados. Na hora do 17, os manifestantes soltarão balões verde e amarelo.
Camisetas do Brasil e com as cores verde e amarelo são a marca do protesto até aqui. As bandeiras do Brasil aparecem na forma tradicional, mas também estão sendo vendidas com escudos dos times de futebol Cruzeiro e Atlético-MG.
Brasília
Algumas centenas de pessoas se concentram na manhã deste domingo (26) em frente ao Congresso Nacional, em Brasília, na manifestação convocada em apoio ao presidente Jair Bolsonaro. Muitos dos apoiadores vestem camisas da seleção brasileira e trazem cartazes em apoio à reforma da Previdência e ao projeto de lei de endurecimento de penas do ministro Sergio Moro, o chamado pacote anticrime.
O centrão também é um dos alvos dos manifestantes. De um dos carros de som em frente ao Congresso, um dos organizadores do ato gritou: “fora centrão, bando de ladrão.” Outro manifestante trouxe uma faixa acusando o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), de “boicote” às reformas do governo Bolsonaro. “Maia & centrão & esquerdistas & MBL boicotam as reformas de crescimento do Brasil”, diz a faixa.
Belém
A Polícia Militar estimou entre 10 mil a 15 mil os manifestantes que foram às ruas em Belém em ato a favor do presidente Jair Bolsonaro. A frente Endireita Pará, responsável pela organização do protesto, disse que 20 mil teriam participado.
Após concentração na Escadinha do Comércio, os participantes percorreram por três horas as avenidas Presidente Vargas, Nazaré e Doca de Souza Franco, no Umarizal, onde o ato dispersou, por volta das 12h30.
O ato não teve registros de ocorrências ou confrontos. Durante a caminhada, os participantes oraram e cantaram o Hino Nacional e o jingle da campanha de Bolsonaro à presidência.
Em cartazes caseiros, faixas pintadas e plotagens, mensagens davam apoio à Reforma da Previdência, às políticas anticrime de Sérgio Moro e também pediam apoio do Congresso Nacional às propostas de Bolsonaro.
Vídeos
Mesmo convencido a não participar dos atos em defesa do seu mandato, Bolsonaro compartilhou em suas redes sociais, na manhã deste domingo, vídeos com manifestantes no Rio de Janeiro (RJ), em São Luís (MA) e em Juiz de Fora (MG).
Em um dos vídeos, apoiadores vestidos com roupas verde e amarela caminham na estação de metrô de Copacabana, no Rio, entoando grito de guerra que se popularizou das manifestações pelo impeachment de Dilma Rousseff, em 2016. “A nossa bandeira jamais será vermelha”, cantaram, em uma referência ao PT.
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