A prefeita de Guaraqueçaba, Lilian Ramos Narloch (Podemos), foi afastada do cargo por decisão da maioria dos vereadores do município. A Câmara Municipal de Guaraqueçaba, no litoral do Paraná, aprovou o afastamento, nesta terça-feira (12), por 6 votos a 3. Lilian deve permanecer ausente por 90 dias.

Segundo a Câmara Municipal, o afastamento ocorre após a prefeita ser condenada pela Justiça do Paraná por improbidade administrativa, após a construção de trapiche, escola e casas em áreas de preservação ambiental sem autorização. Lilian foi alvo de uma ação civil pública proposta pelo Ministério Público do Paraná (MPPR).

Foto: Reprodução/Rádio TV Guará

A prefeita e o secretário de Meio Ambiente, Samuel dos Santos Agostinho, são acusados de “desmatar vegetação nativa em estágio médio de regeneração, em área de preservação permanente, situada em imóvel de sua propriedade, correspondente a 1.930 hectare, sem prévia licença florestal”, diz a Procuradoria.

O Ministério Público diz que Lilian e Samuel tinham conhecimento sobre a necessidade de prévia autorização florestal para promover as obras. Procurada pela Banda B, a prefeita classificou a decisão dos vereadores como “absurda” e opinou que as obras realizadas são necessárias para a população. Ela vai recorrer da decisão.

“Eu não tenho conhecimento dessa sentença sobre crime ambiental. O que me causou surpresa é a denúncia ter sido feita por uma pessoa que teve cargo em comissão e foi meu diretor de meio ambiente nessa gestão”, afirmou Lilian, em entrevista.

A Câmara Municipal de Guaraqueçaba informou que irá instaurar uma comissão para analisar o caso da prefeita e acrescentou que, atualmente, há duas CPIs (Comissões Parlamentares de Inquérito) abertas para investigar irregularidades em obras públicas “e os ‘adiantamentos’, os quais possuem indícios de irregularidades administrativas graves”.

Com o afastamento da prefeita, o vice-prefeito do município, Joel Luiz do Nascimento, assume a prefeitura.