Líder coreano Pyongyang – Reprodução agências

O exército sul-coreano acredita que a Coreia do Norte está preparando o lançamento de um novo míssil balístico. A informação foi publicada nesta segunda-feira, 4, pela agência de notícias Yonhap, da Coreia do Sul.

O regime norte-coreano lançou, há uma semana, um míssil que sobrevoou o território japonês e se desintegrou sobre o Pacífico.

O Ministério da Defesa da Coreia do Sul mensurou o teste nuclear feito pela Coreia do Norte neste domingo em 50 quilotoneladas, diz a agência. A detonação foi a mais forte já realizada pelo regime de Kim Jong-un, que afirmou ter explodido uma bomba de hidrogênio.

A Coreia do Sul respondeu com o teste de um dispositivo nuclear para “alertar fortemente” Pyongyang sobre seus movimentos.

Sanções

Os líderes da Coreia do Sul e do Japão concordaram em trabalhar juntos para convencer a comunidade internacional a impor novas sanções contra a Coreia do Norte após o teste nuclear deste domingo, 3.

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, e o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, conversaram sobre a situação por telefone nesta segunda-feira (pelo horário de Tóquio).

Abe também conversou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, no domingo à noite, para pedir pressão à Coreia do Norte.

O Ministério das Relações Exteriores do Japão disse que Abe incentivou fortemente que a Rússia responda de maneira construtiva à crise como membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas. O órgão convocou uma reunião de emergência para esta segunda-feira após o teste realizado pelo regime de Kim Jong-un.

A Trump, Abe afirmou que o teste nuclear é uma série ameaça para a segurança do Japão e representa um desafio para a comunidade internacional.

Já o primeiro-ministro da Austrália, Malcolm Turnbull, pediu que a China traga a Coreia do Norte à “razão” após o teste. Durante uma coletiva de imprensa em Camberra, ele afirmou que o desencadear de uma guerra na península coreana está em seu risco mais alto em mais de 60 anos e que a China, o aliado mais próximo e parceiro comercial da Coreia do Norte, tem a responsabilidade de influenciar o regime neste momento.