Em agosto, Coreia do Norte já tinha lançado um míssil que sobrevoou o Japão. – Reprodução KCNA

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, disse que o último lançamento de um míssil balístico pela Coreia do Norte, que sobrevoou o território japonês hoje era “absolutamente inaceitável” e que vai defender a segurança de seu país trabalhando em aliança com os Estados Unidos.

Abe pediu por uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e disse que a comunidade internacional vai enviar um sinal claro para os norte-coreanos e tem que implementar completamente as sanções contra Pyongyang.

O Comando do Pacífico dos EUA afirmou que o míssil foi um modelo de médio alcance que não representa ameaça aos EUA. Anteriormente, a Coreia do Norte havia disparado um míssil Hwasong-12 de médio alcance sobre o Japão em 29 de agosto.

O chefe do gabinete japonês, Yoshihide Suga, denunciou o último lançamento, dizendo que ele está transmitindo “forte irritação”, ao lado do povo japonês.

Suga disse que o míssil sobrevoou a ilha de Hokkaido, no norte do Japão, e caiu a cerca de 2 mil quilômetros a leste da costa japonesa, no Oceano Pacífico. Ele disse que o Japão “não vai tolerar provocações repetitivas e excessivas”.

Chefe da diplomacia dos EUA cobra ações da China e da Rússia

O secretário de Estado americano, Rex Tillerson, cobrou que a Rússia e a China tomem medidas contra as ações “temerárias” da Coreia do Norte.

“A China supre a Coreia do Norte com seu petróleo. A Rússia é o maior empregador de trabalhadores da Coreia do Norte”, diz a nota de Tillerson. “A China e a Rússia têm de demonstrar as intolerâncias delas contra este lançamento temerário tomando ações diretas próprias.”

Ainda que a nota seja direcionada à China e à Rússia, o secretário americano pediu “que todas as nações acatem as novas sanções estabelecidas pelo Conselho de Segurança da ONU”.

Para Tillerson, as “provocações” feitas pela Coreia do Norte vão aprofundar seu o isolamento político e econômico.