O relatório do inquérito público sobre o assassinato de três meninas em Southport, ocorrido em 29 de julho de 2024, foi divulgado e identificou cinco falhas na atuação de órgãos envolvidos. Na ocasião, Axel Rudakubana, então com 17 anos, invadiu o espaço Hart Space durante uma oficina de dança com tema musical e esfaqueou crianças que participavam da atividade.

Conforme informações aputadas pelo site Mirror, as vítimas são Alice da Silva Aguiar, de nove anos, Bebe King, de seis anos, e Elsie Dot Stancombe, de sete anos. Outras oito crianças foram atacadas, mas não tiveram os nomes divulgados por restrições legais. Uma professora, Leanne Lucas, e um empresário, John Hayes, também foram atingidos.
O documento também analisa a conduta dos pais do adolescente, Alphonse Rudakubana e Laetitia Muzayire. A presidência da comissão apontou que eles adotaram postura de defesa em relação ao filho e não reconheceram sinais de risco.
A polícia de Merseyside informou que não apresentará acusações contra os pais. Em nota, a corporação afirmou que não há obrigação legal para que familiares ou terceiros comuniquem possíveis crimes às autoridades. Após análise do material reunido, a polícia concluiu que não existem elementos suficientes para sustentar uma condenação, encerrando o caso sem indiciamentos.
Durante debate no Parlamento, a ministra do Interior afirmou que as falhas identificadas não ocorreram de forma isolada. Segundo ela, situações semelhantes foram registradas em outros contextos e exigem revisão de procedimentos. A ministra declarou que houve responsabilidade do agressor, da família e de instituições públicas.
Ela também afirmou que os pais tinham conhecimento do risco representado pelo filho e não colaboraram com autoridades. Acrescentou que o Estado precisa revisar práticas e corrigir falhas apontadas no relatório.
Advogado diz que assassinato de três meninas poderia ter sido evitado
O advogado Chris Walker, que representa as famílias das vítimas, afirmou que o ataque poderia ter sido evitado. Segundo ele, o documento aponta falhas em processos anteriores ao crime, com repetição de encaminhamentos entre órgãos, encerramento de casos e perda de oportunidades de intervenção.
Walker declarou ainda que a participação das famílias no inquérito exigiu esforço e que a divulgação das conclusões reforça a necessidade de responsabilização e mudanças institucionais.
Em pronunciamento, o primeiro-ministro Keir Starmer afirmou que o conteúdo do relatório exige mudanças na atuação do Estado. Ele também mencionou o impacto do documento sobre as famílias e disse que mantém solidariedade às vítimas.
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