Um episódio de violência dentro de um hospital público da Índia provocou indignação internacional e levou à suspensão imediata de um médico residente sênior. O caso ocorreu no Indira Gandhi Medical College (IGMC), em Shimla. Um vídeo nas redes sociais mostra o profissional agredindo fisicamente um paciente deitado em um leito hospitalar.

Nas imagens, o médico aparece desferindo socos repetidos contra a cabeça do paciente, que tenta se proteger com as mãos enquanto permanece deitado. A cena gerou forte comoção pública e acionou as autoridades de saúde da região norte do país.
Segundo o relato da vítima, o conflito começou durante um atendimento na ala pulmonar, quando questionou a postura rude do médico. Ele afirmou que o médico utilizou termos informais e desrespeitosos em hindi ao interrogá-lo sobre os motivos da internação e sobre a localização de seus exames médicos.
Ainda de acordo com o paciente, ao pedir para ser tratado com mais respeito e questionar se o médico se dirigia da mesma forma aos próprios familiares, a discussão se intensificou rapidamente e evoluiu para agressão física. Paciente sofreu ferimentos e apresentou sangramento no nariz após o ataque.
A agressão só foi interrompida com a intervenção de outros funcionários da unidade de saúde. Em seguida, a vítima registrou uma queixa formal por agressão física junto à polícia local.
O Superintendente Médico do IGMC confirmou que Raghav Narula foi afastado imediatamente de suas funções. Segundo a administração do hospital, uma investigação preliminar já concluiu que o médico teve conduta inadequada. Diante da gravidade do episódio, o Ministro da Saúde da região solicitou um relatório detalhado para assegurar que medidas administrativas rigorosas sejam adotadas.
Em sua defesa apresentada às autoridades e à imprensa local, o médico afirmou que não teve a intenção de iniciar uma agressão física e alegou que o paciente teria sido rude antes do ocorrido. O médico declarou que apresentará sua versão completa durante o inquérito policial.
Enquanto as investigações seguem em andamento, o caso reacende debates sobre ética médica, responsabilidade profissional e segurança dos pacientes em hospitais públicos. O governo estadual aguarda a conclusão dos laudos e do processo administrativo para definir os próximos passos e o futuro profissional do residente envolvido.
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