(Foto: EBC)
O presidente norte-coreano, Kim Jong-un, prometeu novos lançamentos de mísseis sobre o Japão e garantiu que o tiro de terça-feira – condenado pela ONU por unanimidade – é apenas um “prelúdio”.
O lançamento acima do arquipélago japonês de um Hwasong-12 de alcance médio representa uma nova escalada na crise norte-coreana, um mês depois de Pyongyang ter lançado dois mísseis balísticos intercontinentais (ICBM) com potencial para alcançar boa parte do continente americano.
Naquele momento, o presidente americano, Donald Trump, ameaçou a Coreia do Norte com uma chuva de “fogo e fúria”. Pyongyang rebateu, prometendo uma salva de mísseis próximo de Guam, um território americano do Pacífico, onde vivem 6 mil soldados dos EUA e abriga instalações estratégicas.
Nesta quarta-feira, Trump afirmou que discutir com a Coreia do Norte “não é a solução”, dando a entender, em um tuíte ambíguo, que a busca por uma solução diplomática com o regime de Pyongyang está condenada ao fracasso.
“Os Estados Unidos estão conversando com a Coreia do Norte, e pagando dinheiro de extorsão, há 25 anos. Conversar não é a solução”, tuitou o presidente.
Mas seu secretário de Defesa, Jim Mattis, declarou que ainda há lugar para a diplomacia com a Coreia do Norte. “Nunca descartamos as soluções diplomáticas”, disse ao iniciar uma reunião com seu colega da Coreia do Sul, Song Young-moo.
“Continuamos trabalhando juntos e o ministro e eu compartilhamos a responsabilidade de garantir a proteção de nossas nações, nossos cidadãos e nossos interesses”, garantiu.
O Conselho de Segurança da ONU, que impôs recentemente uma sétima série de sanções a Pyongyang, condenou “firmemente” o lançamento do míssil norte-coreano.
Pequim e Moscou, dois aliados-chave de Pyongyang, apoiaram o texto, que não preveem um reforço imediato nas sanções contra a Coreia do Norte.
O Rodong Sinmun, jornal oficial do partido único no poder na Coreia do Norte, publicou nesta quarta-feira, 30, cerca de 20 fotos do disparo. Em uma delas, vê-se um jovial Kim Jong-un rodeado por seus conselheiros, com um mapa do noroeste do Pacífico em seu escritório.
Em outra imagem, ele aparece observando o míssil lançado de Sunan, próximo a Pyongyang. O projétil percorreu 2,7 mil quilômetros, a uma altitude máxima de 550 km, antes de cair no Pacífico.
Em uma nota publicada hoje, a agência oficial de notícias norte-coreana, a KCNA, cita Kim, anunciando “mais exercícios de disparos de mísseis balísticos no futuro, com seu alvo no Pacífico”.
O lançamento de terça foi “um prelúdio importante para conter Guam, base avançada da invasão”, declarou, referindo-se a um “avanço das contramedidas” frente às manobras militares que os Exércitos americano e sul-coreano estão realizando na Coreia do Sul.
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