Por Elizangela Jubanski

Trabalhadores anunciaram greve na noite de ontem. Foto: DM/Banda B

Os trabalhadores dos Correios do Paraná aderiram à greve nacional e estão com as atividades paralisadas por tempo indeterminado. A assembleia em Curitiba aconteceu na noite desta quarta-feira (26) na sede do Sintcom-PR, sindicato que representa a categoria. A votação entre os trabalhadores aconteceu também em Ponta Grossa, Maringá, Cascavel, Foz do Iguaçu, Londrina, Arapongas. Outras cidades do interior já tinham votado pela greve no início da semana. Expectativa do sindicato é que carteiros não saiam para trabalhar e, com isso, não tenha entregas de cartas em todo estado.

Na manhã de hoje, a sede da João Negrão amanheceu com faixas e piquetes do sindicato. Para a categoria, as ameaças de privatização, demissões, o fechamento de agências e o “desmonte fiscal” da empresa, com diminuição do lucro devido a repasses ao governo e patrocínios, são os principais motivos para a mobilização.

“Já vínhamos anunciando a greve já há algum tempo desde que a empresa passou a anunciar a privatização, cortar férias de funcionário, fechar CDD, e então decidimos em assembleia a greve, que já começou e é por tempo indeterminado”, disse à Banda B, Alexandre Basílio da Secretaria de Formação e Estudos Socioeconômicos.

Nos últimos meses, os Correios anunciaram o fechamento de 250 unidades pelo país. Em Curitiba, dois CDDs foram fechados e os alguns funcionários realocados – a do Campo Comprido e Centro Cívico. “Enquanto fecha unidades, lota outras, obrigando que o trabalhador trabalhe longe de casa e em piores condições”, diz o sindicato.

Em coletivas de imprensa, o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, disse ser contra a privatização dos Correios, no entanto será inevitável que terá de fazer cortes radicais de gastos.

Para Basílio, a luta pela não privatização é essencial para garantir o emprego dos trabalhadores. “Primeiramente, queremos manter nossos empregos, somos contra a privatização, temos problema com o plano de saúde, férias cortadas, condições de trabalho, precisamos de contratação, temos uma defasagem de 30 mil trabalhadores”, defendeu.

Segundo ele, a adesão do trabalho de triagem chegou a 80% nessa manhã. “A tendência é aumentar, principalmente, dos carteiros para que não haja entrega hoje, nem amanhã”. Por dia, carteiros entregam 2,5 milhões de cartas em todo Paraná.

Correios

A Banda B entrou em contato com os Correios do Paraná sobre a greve e aguarda retorno.

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