Por Denise Mello e Daniela Sevieri

taxistas9Protesto desta quinta deve reunir cerca de 500 taxistas em Curitiba – Foto: Arquivo/Banda B

Taxistas de Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiânia, Florianópolis e Porto Alegre, além do Distrito Federal e cidades da RMC, se reúnem na capital paranaense na manhã desta quinta-feira (7) para entregar um dossiê ao juiz Sérgio Moro, da Justiça Federal, com denúncias de crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas que, segundo eles, estariam sendo cometidos pela empresa Uber, um aplicativo de transporte individual. O dossiê foi elaborado pelo vereador de São Paulo, Adilson Amadeo (PTB), historicamente ligado aos taxistas, que tentou barrar projeto de lei que permitia o Uber na capital paulista.

De acordo com o presidente da União dos Taxistas de Curitiba (UTC), Fabio Taborda, a mobilização nasceu do interesse de taxistas de São Paulo, revoltados com o decreto do prefeito Fernando Haddad que autorizou o Uber na cidade. “Começou com nossos colegas de São Paulo, mas logo taxistas de outras cidades se uniram para vir a Curitiba pedir providências tanto à Justiça Federal, quanto à Polícia Federal e o Ministério Público Federal. É uma questão nacional de lavagem de dinheiro e evasão de divisas com tanto dinheiro nosso indo para fora do país. E queremos chamar a atenção do juiz Sérgio Moro, este homem de honra, para a nossa causa em defesa não só dos taxistas, mas de toda a sociedade”, afirmou Taborda.

A previsão é que cerca de 10 ônibus venham para Curitiba, segundo calcula o presidente da UTC, reunindo cerca de 500 pessoas. “Vamos recepcionar nossos colegas do Sul se reunindo no Aeroporto Afonso Pena e os colegas do Sudeste com recepção no trevo do Atuba. Depois vamos nos concentrar por volta das 7 horas na sede da Rádio Táxi Faixa Vermelha, no Hugo Lange, e seguir em comboio até as sedes da Polícia Federal, do Ministério Público federal e da Justiça Federal. Vamos tentar falar com o juiz Sergio Moro”, concluiu.

Briga

A briga entre taxistas e motoristas do Uber toma conta de várias capitais em que o aplicativo está operando. Os taxistas alegam que o transporte é clandestino. Já o Uber alega que é uma empresa de tecnologia e que “o serviço prestado pelos parceiros da Uber é de transporte individual privado, que tem respaldo na Constituição Federal e é previsto em lei federal (Política Nacional de Mobilidade Urbana – PNMU Lei Federal 12.587/2012)”.

Em Curitiba, o projeto de regulamentação do transporte individual de passageiros já está sendo analisado pela Urbs, mas não deverá ser colocado em votação antes de agosto. A análise da prefeitura levará em conta não apenas o aspecto legal de uma regulamentação, mas também um estudo da demanda por esse tipo de serviço na capital.

Na Câmara, o projeto de lei que regulamenta o Uber já passou pela Comissão de Constituição e Justiça e a tendência é de que seja colocado em votação depois de retornar com a análise da Urbs.

Por diversas vezes foram registrados confrontos entre taxistas e motoristas do Uber na capital paranaense (ver relacionadas).

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