Do Portal ARede
Parte de uma turma de estudantes da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) contraiu caxumba em Ponta Grossa. De acordo com a 3ª Regional de Saúde, 16 casos foram confirmados entre os dias 7 de março e 7 de maio. “Por conta dos registros estarem concentrado em uma mesma região tratamos da situação como um surto”, explicou a chefe da Vigilância Epidemiológica do órgão, Cintia Baroni.
(Foto: Reprodução)Segundo Cintia, o grupo está em processo de recuperação. “Agora partimos para a investigação do que tenha provocado o surto. A análise é feita caso por caso”, detalhou. Cintia explica ainda que a instituição de ensino superior procurou primeiramente o setor de Vigilância da Secretaria Municipal de Saúde. “Depois disso é que fomos comunicados”, conta. A idade média dos universitários é de 20 anos. Esses foram os primeiros casos da doença contabilizados no município neste ano. Em 2016 a cidade teve apenas cinco registros e em locais isolados.
A caxumba é uma doença viral aguda de evolução benigna, caracterizada por febre e aumento de volume de uma ou mais glândulas salivares e, às vezes, glândulas sublinguais ou submandibulares.Estima-se que, na ausência de imunização, 85% dos adultos poderão ter a doença, quando é mais severa.
Não existe tratamento específico, indicando-se apenas repouso, analgesia e observação cuidadosa, quanto à possibilidade de aparecimento de complicações.
A vacinação é a única maneira de evitar o contágio. Por orientação do Ministério da Saúde, mesmo o adulto que não se vacinou quando criança deve se vacinar (a indicação é até 49 anos de idade) para evitar contrair o vírus e propagá-lo. Nesse grupo, a caxumba apresenta complicações, como a infecção nos testículos e ovários. Porém, a caxumba não é considerada uma doença grave. Na rotina dos serviços de saúde pública, a vacinação contra a caxumba é ofertada para a população a partir de 12 meses.
Aprenda a evitar o contagio
Altamente contagiosa, a caxumba é causada pelo vírus Paramyxovirus, transmitido por contato direto com gotículas de saliva ou perdigotos de pessoas infectadas. “Por isso, é necessário manter os ambientes sempre bem arejados, e evitar o compartilhamento de utensílios”, reforçou a chefe da Vigilância Epidemiológica da 3ª Regional de Saúde, Cintia Baroni. Costumam ocorrer surtos da doença no inverno e na primavera e as crianças são as mais atingidas. Caso uma pessoa seja afetada, ela não deve comparecer à escola ou ao trabalho durante nove dias após início da doença.
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