Por Marina Sequinel

O Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Setransp) informou, durante audiência no Tribunal Regional do Trabalho (TRT-PR), que o salário dos nove mil funcionários da capital está garantido, já que os repasses da Urbanização (Urbs) estão em dia. Ainda não se sabe, no entanto, como deve ficar o pagamento dos seis mil motoristas e cobradores das linhas metropolitanas.

onibus-bandab(Foto: Maurício Cheli/SMCS)

A folha salarial destes trabalhadores é de R$ 7 milhões. “Com a separação financeira, os funcionários têm agora a porta certa para bater. Se o problema for nas empresas urbanas, podem bater na porta do prefeito. Se for nas metropolitanas, o contratante é o governo do Paraná”, declarou o presidente da Urbs, Roberto Gregorio, durante a reunião, realizada na tarde desta quinta-feira (5).

Segundo ele, o dinheiro da compra antecipada da passagem foi usado para financiar a inadimplência do governo. Hoje, o Fundo de Urbanização tem R$ 1,7 milhão em caixa. “A dívida da Comec ainda é de R$ 13 milhões. A bilhetagem eletrônica das linhas é utilizada para abatê-la”, completou Gregorio.

Já a advogada da Comec, Jucelia Baron, apresentou uma pesquisa de origem e destino, feita pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) da Universidade Federal de São Paulo (USP), que mostrou que o subsídio de R$ 7,5 milhões para o transporte coletivo seria muito alto – para as linhas metropolitanas, o valor ‘correto’ seria de R$ 2,5 mi. A Coordenação está estudando um meio jurídico adequado para fazer este repasse.

A perspectiva é de que a transferência do montante para o pagamento dos salários aconteça amanhã. Uma nova audiência foi marcada para as 14h desta sexta-feira (6).

Possível greve

Caso o pagamento dos trabalhadores não seja feito até amanhã, o 5º dia útil do mês, o Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba (Sindimoc) pode entrar novamente em greve.

A declaração foi dada na manhã desta quinta-feira à Banda B pelo presidente do Sindimoc, Anderson Teixeira. “É intolerável o trabalhador ficar sem salário. Se as empresas disserem que não vão cumprir com o pagamento e o salário não cair, vamos fazer uma nova paralisação, com certeza”, afirmou ele.

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