A HBO Max lançou, nesta semana, o 11° capítulo da série documental ‘11 Tiros’. A produção tem como objetivo retratar episódios que envolvem violência e futebol e, no último lançado, a história exibida é de grande repercussão na Região Metropolitana de Curitiba: o Caso Daniel.

Dentre os depoimentos exibidos ao longo dos 40 minutos, estão o promotor João Milton Salles, o assistente de acusação, Nilton Ribeiro, e uma das acusadas de participação no crime, Evellyn Brisola Perusso.
A série não se isenta de afirmar que Daniel Correa Freitas tomou uma série de “más decisões”, principalmente no momento em que deixa uma casa noturna do bairro Batel, em Curitiba, e segue até a casa da Família Brittes, em São José dos Pinhais. O advogado de Evellyn, por exemplo, Luis Roberto Zagonel, afirma que houve um episódio de “importunação sexual” contra Cristiana Brittes.
O capítulo, porém, mantém um enfoque na acusação. Chama a atenção a ausência do advogado de defesa da Família Brittes, Claudio Dalledone.
Ao longo do episódio, entrevistados citam o clima na casa do crime e definem tudo como uma “atmosfera de terror”.
O caso
O jogador Daniel foi encontrado morto na manhã de 27 de outubro de 2018, na zona rural de São José dos Pinhais. Ex meia de Coritiba e São Paulo, ele atualmente atuava no São Bento. De acordo com a polícia, ele estava em uma festa na casa da Família Brittes e morreu após enviar fotos de Cristiana para um grupo de amigos no WhatsApp.
O Ministério Público do Paraná (MP-PR) denunciou quatro pessoas por homicídio triplamente qualificado no Caso Daniel. Irão responder na Justiça pela morte do jogador, com motivo torpe, meio cruel, impossibilidade de defesa da vítima, ocultação de cadáver e fraude processual: Edison Brittes Junior, Eduardo Henrique da Silva, Igor King e David Willian Vollero Silva.
Edison Brittes é réu confesso do crime. Ele e Eduardo Ribeiro da Silva são os únicos que respondem pelo crime ainda presos.
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