Foi tudo muito rápido para a família do torneiro mecânico Altair Petroski, de 65 anos, morto pela covid-19. Ele estava em casa sem sintomas da doença até quando, no dia 17 de agosto, acordou sem forças para nada. No mesmo dia foi entubado e acabou morrendo no dia três de setembro, depois de 17 dias entubado no Hospital de Reabilitação do Cabral.  (Para saber mais sobre as vítimas da covid-19 em Curitiba e região acesse o Memorial à vítimas criado pela Banda B)

(Foto: Arquivo Pessoal)

 

A filha de Altair, Adriana Petroski, contou ao Memorial às Vítimas do Coronavírus da Banda B, que foram dias de angústia. “Ele não teve sintomas e simplesmente acordou sem força no dia 17 de agosto. Foi levado até a Unidade de Pronto Atendimento do Tatuquara e precisou ser entubado ainda lá. Pensamos, como assim, logo após dar entrada? Saiu de casa falando e duas horas depois estava em estado gravíssimo?”, contou a filha.

No mesmo dia, o pai foi levado até o Hospital de Reabilitação do Cabral, onde as noticiais não eram boas. “Foram 17 dias angustiantes, não dormíamos, não comíamos direto, chorávamos e muito, mas sempre com esperança, mesmo quando as ligações não eram boas, sabemos que a equipe do hospital fez tudo, tudo que podia para que nosso pai continuasse vivo. Porém, Deus tinha uma vida eterna para ele, o levando no dia três de setembro”, descreveu.

Por fim, Adriana falou que sente uma saudade que dói no peito. “O que podemos falar é até breve nosso pai. Estamos cuidando da mãe, que assim como a gente chora diariamente, se desespera e sente uma saudade que não cabe no peito. Nosso amor por ti será eterno!”, concluiu.