Por Luiz Henrique de Oliveira e Djalma Malaquias

Sindimoc questiona frota mínima de 50% (Foto: Djalma Malaquias – Banda B)

Mesmo com a passagem custando R$ 4,25, a mais cara entre as capitais do país, a população de Curitiba e Região enfrenta mais um dia de greve de ônibus nesta quinta-feira (16). Apesar disso, segundo Anderson Teixeira, presidente do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba e Região (SINDIMOC), não está satisfeito. Teixeira disse que espera com uma liminar mudar a frota mínima de 50%, determinada pela Justiça para horários de pico, porque a atual decisão judicial não coloca nenhuma pressão na URBS e nas empresas.

Teixeira criticou possível omissão da URBS

“Até agora eles não fizeram nada. Essa frota de 50% não faz pressão nenhuma. A greve é da URBS e das empresas. Este valor da multa também é um absurdo. O que nós vemos é uma omissão ao transporte público de Curitiba, já que as partes sequer pensam em sentar com os trabalhadores para conversar sobre o reajuste de nossa categoria”, disse o presidente do Sindimoc.

O pedido do Sindimoc é de uma redução na frota mínima, que atualmente é de 50% no horário de pico (das 5h às 9h e das 17h às 20h) e 40% nos demais horários. O Sindimoc pleiteia frotas mínimas de 30 e 40%.

“Está tudo errado com essa frota mínima. A URBS não está especificando quais linhas estão funcionando. Temos a informação de que há linhas que não estão atendendo com nenhum ônibus e outras em que está com funcionamento 100%, tudo para prejudicar a população”, reclamou Teixeira.

Por fim, o sindicalista disse que o fim do movimento grevista está longe. “A URBS não faz questão nenhuma de negociar. No dia do reajuste da tarifa, a URBS falou que 53% representa o gasto com funcionários, mas cadê a negociação?”, questionou.

Negociação

Motoristas e cobradores querem reajuste de 15% e elevação do vale-alimentação de R$ 500 para R$ 977. Já o Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba (Setransp) oferecem apenas a reposição do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) tanto no vale-alimentação quanto no salário, o que representaria 5,43% de reajuste. O Setransp informou que, por enquanto, não há perspectiva de nova oferta.

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