Redação
Diandro (primeiro da esquerda) foi preso em 2014 acusado de tráfico de drogas – Foto: Banda BA morte de Diandro Cláudio Melanski, de 38 anos, apontado como comandante do tráfico de drogas na região da Cidade Industrial de Curitiba (CIC), ocorrida na tarde desta segunda-feira (4), foi provocada por uma guerra para dominar o tráfico na região. A conclusão é do delegado José Vitor Pinhão, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Em entrevista à Banda B, o delegado disse que as investigações já apontam para uma linha, que vem sendo seguida pela polícia.
Morte de Diandro gerou os boatos (Foto: Flávia Barros – Banda B)Diandro foi morto a tiros dentro de um veículo na Rua Pedro Gusso, por volta das 16h30 desta segunda-ferira (4). “Ele estava numa loja de artigos automotivos e, assim que entrou no carro, um outro veículo emparelhou e o ocupante deu uma rajada com 16 tiros de arma calibre 9 mm. A morte foi instantânea. Ele estava com um documento falso, até porque tinha um mandado de prisão em aberto e era considerado foragido”, disse o delegado. “A princípio a informação é que haveria ali na região uma guerra do tráfico”, completou.
Prisão em 2014
Diandro havia sido preso em setembro de 2014, apontado como um dos maiores traficantes do Paraná. Ele era dono de uma casa noturna no Batel, em Curitiba, e vivia em uma mansão na Vila Nossa Senhora da Luz, na Cidade Industrial (CIC). Foi detido enquanto se divertia no camarote da casa noturna da qual era proprietário, no Batel.
Segundo a PC, Didi comandava o tráfico de drogas em toda a região da CIC, era “linha dura” e não tolerava concorrência e devedores. Por isso, é suspeito de matar diversos desafetos, mas a participação nesses crimes foi sempre muito difícil de ser comprovada.
“Toque de recolher”
Desde o assassinato de Diandro, áudios sobre um toque de recolher, das 22h às 10h, circulam no aplicativo WhatsApp. Durante a noite desta segunda-feira, a Banda B recebeu dezenas de mensagens de internautas e ouvintes preocupados e ônibus que não estão chegando ao terminal. A URBS (Urbanização de Curitiba) confirmou que orienta os trabalhadores para evitarem a região, para não colocar passageiros e funcionários do transporte coletivo em risco.
A Banda B confirmou com a empresa de ônibus Redentor que algumas linhas que fazem o itinerário na Rua Pedro Gusso, próximo ao local onde o traficante Diandro Melanski foi executado, não estão circulando pela região nesta manhã de terça-feira. A informação foi confirmada pelo gerenciamento de tráfego da URBS (Urbanização de Curitiba).
Ontem, alunos de algumas escolas públicas da região foram liberados mais cedo. Hoje, as instituições estão abertas normalmente, mas vários pais preferiram não levar as crianças às aulas. Algumas lojas não abriram as portas.
PM diz que é boato
O tenente-coronel Paulo Lemes de Camargo, comandante do 23° Batalhão da Polícia Militar, responsável pelo policiamento na Cidade Industrial de Curitiba (CIC), descartou à Banda B, em entrevista na manhã desta terça-feira (5), a veracidade do toque de recolher na região da Vila Nossa Senhora da Luz. O oficial disse que os áudios no WhatsApp são parte de um boato infundado e que adolescentes podem estar por trás disso.
“São boatos tendenciosos, principalmente de adolescentes, que tentam instaurar um caos para não terem aula e adiarem até mesmo uma prova. Atos desta natureza não são tolerados e esse toque de recolher não existe. São pessoas querendo instaurar o pânico, porque é uma região com presença diuturna da Polícia Militar (PM) e que não é dominada pelo tráfico”, disse o coronel.
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