Por Luiz Henrique de Oliveira e Flávia Barros
A Polícia Civil de Curitiba investiga a ação de um tarado que abaixou as calças para uma criança de nove anos  que recebia atendimento dentro da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Sítio Cercado. O caso aconteceu no último dia 21 e veio à tona depois que a mãe da menina procurou à Banda B para relatar o trauma vivido pela família.

Ação do tarado aconteceu na UPA do Sítio Cercado (Foto: SMCS)

“No dia 21 de fevereiro eu levei minha menina para consultar após meu trabalho, porque estava com início de asma. Ela estava na última inalação quando aconteceu isso. Eu e a enfermeira estávamos juntas, mas em um local em que não conseguimos ver a porta, onde o rapaz abaixou as calças”, contou à Banda B, nesta segunda-feira (6), a mãe da garota.

Segundo a mãe, a menina ficou sem saber o que fazer depois da ação do tarado. “Ela ficou sem fala e desesperada. A gente não entendia o que estava acontecendo. Quando ela conseguiu falar, relatou que o homem estava com um capacete branco na mão e era moreno e que tinha abaixo a calça. Fomos atrás, mas não encontramos ninguém”, disse.

Após a ação do pedófilo, a família lida com o trauma que ficou para a criança. “Ela não queria fazer nada sozinha nos primeiros dias após tudo isso. Depois, ela se consultou com um psicólogo e acabou ficando mais tranquila. Estou conversando muito com a minha filha. Eu falei que ela tem que gritar quando isso acontecer e não precisa ter medo, porque eu acredito nela e quem fez algo de errado foi esta pessoa, não ela”, explicou.

Trauma

Especialista em psicologia infantil, Felipe Pinheiro Figueiredo falou sobre o que deve ser feito pelos pais que vivem este tipo de caso. “As consequências são as mais diversas, como a falta de atenção na escola, inquietação, além do deficit de atenção. A terapia é a forma mais eficaz de transpor estas dificuldades, Deve-se fazer uma avaliação para descobrir se ficou alguma sequela no caso”, destacou.

UPA

Durante a entrevista, a mãe relatou que entrou em contato com o chefe da UPA do Sítio Cercado em busca de imagens de câmeras de segurança do local. Até o momento, ela disse que não houve retorno. A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Curitiba sobre o caso, que informou que a Secretaria Municipal da Saúde lamenta a situação e informa que contribuirá com as investigações policiais e enviará as imagens internas gravadas prontamente, quando for solicitado. “No momento do ocorrido, a Guarda Municipal, responsável pela segurança da unidade, foi acionada, mas, infelizmente, não foi possível localizar o suspeito. No local, trabalham dois guardas municipais 24 horas por dia, ainda assim, viaturas vão intensificar o patrulhamento na região”, diz a nota.

Polícia Civil

A mãe fez um Boletim de Ocorrência do caso junto ao 10° Distrito Policial. A informação da Polícia Civil é de que nada será falado sobre o caso, a fim de não atrapalhar as investigações, que estão em andamento.

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