A família da pequena Laura Galvão Almeida, de 1 ano e 10 meses, sofre uma mudança radical na vida desde que a menina foi internada em um hospital de Curitiba no mês passado, por conta de uma pneumonia. Com um quadro emergencial, a criança precisou ser intubada. Ela chegou a sofrer uma parada cardíaca e foi diagnosticada com pneumotórax – quando entra ar no peito e o pulmão falha.

Foto: Arquivo Pessoal.
O pai da menina, Jhonatan Fogaça de Almeida, contou para a reportagem da Banda B, na manhã desta terça-feira (7), que tudo começou com uma tosse. Segundo ele, Laura foi levada a uma unidade 24 horas para atendimento e diagnosticada com pneumonia. A médica, no entanto, não recomendou internamento, apenas uma medicação, disse o inspetor de alunos.
“A gente veio pra casa. No outro dia de manhã, ela deu uma melhorada, mas lá por meio-dia deu uma piorada, não conseguia respirar direito e corremos pro posto de saúde. Disseram que tinha que ficar em casa e esperar o medicamento fazer efeito. Voltamos pra casa e ela piorou e levamos no 24 horas de novo. O médico atendeu e disse: ‘Pai, não vou esperar nem a ambulância, vocês corram para o hospital'”, relatou.
Laurinha precisou de oxigênio e ser entubada por conta do quadro agravado. “Deu parada cardíaca e diagnosticaram ela com pneumotórax. Fizeram um buraco pra tirar ar do pulmão, estava quatro, cinco vezes o tamanho dela. Um entra e sai de médico. Ela ficou de 28 a 48 minutos sem oxigênio”, recorda o pai
A alta de Laurinha do hospital está prevista para esta quarta-feira (8). Com a paralisia cerebral como consequência do período sem oxigenação no cérebro, a família da menina está ciente da nova rotina que terá pela frente e sabe que precisará de uma rede de apoio, agora sem o auxílio que vem tendo no hospital.
“Foi uma caminhada até agora, no começo ia entrar em óbito, todos os dias a gente tinha medo. Foram 26 dias na UTI entre a vida e a morte. A Laurinha conseguiu viver, tá batalhando e amanhã vem pra casa. Só que a Laurinha ficou especial, não faz muitas coisas. Ela abre o olho bem pouquinho, mas não enxerga. A gente não sabe se ela ouve. Ela tem algumas reações involuntárias na perna. Pra nós é tudo novo”,
afirmou o pai.
Pais de mais duas meninas e com mais um bebê a caminho dentro de um mês, os pais de Laurinha estão desempregados e preocupados com o futuro da menina e das irmãs.
“A gente não sabe qual momento minha esposa vai ganhar neném e vou ter que cuidar das outras meninas e da menina especial. A gente não sabe o que vai precisar, se vai faltar coisas pra ela.”
A irmã de Jhonatan e amigas dela criaram então uma ‘vakinha‘ para ajudar a comprar medicamentos, cama hospitalar, cadeira de rodas, fralda, leite, sonda, entre outros itens essenciais.
“É muita coisa que vai precisar e a gente não vai ter condição de manter ela”, apela o pai.
Como ajudar Laurinha
A meta da família de Laurinha é arrecadar, em princípio, R$ 15 mil. De maio até aqui, foram arrecadados R$ 7.448,26. As doações também podem ser feitas via Pix, por meio da chave 2879511@vakinha.com.br
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