Por Felipe Ribeiro e Luiz Henrique de Oliveira
Reprodução RPC/TVA Polícia Civil de Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais, investiga as agressões sofridas por um bebê de seis meses e que resultaram na internação dele na unidade de terapia intensiva (UTI). Nesta sexta-feira (23), o pai da criança foi preso pelo Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria) e a delegada Ana Paula Carvalho disse que a detenção foi motivada pelo depoimento da mãe, que confirmou que o jovem de 25 anos tinha momentos de agressividade contra o filho e chegava a dar “chacoalhões” por causa do choro.
Segundo a delegada Ana Paula, mãe e pai relataram que os hematomas seriam consequência de uma cadeirinha de carro, mas médicos ouvidos pela polícia afirmam que apenas agressões físicas poderiam causar aqueles ferimentos. “Após o depoimento da mãe, levantamos elementos suficientes para a prisão. Estamos ouvindo médicos e não descarto a mãe ser uma co-autora do crime. O pai nega veemente, mas na semana passada a criança já havia dado entrada no hospital por uma broncoaspiração e uma marca na bochecha, a qual a mãe afirma que foi uma brincadeira do pai”, relatou a delegada.
A mordida também é um elemento considerado pela polícia, já que a criança apresenta nova marca de mordida, desta vez no braço. O bebê passou ainda por uma tomografia, que para médicos apenas podem ser ocasionados por agressões. “Conversei com uma médica, que me disse que nunca tinha visto um exame como aquele com uma criança tão pequena”, contou Paula Carvalho.
O Conselho Tutelar chegou a entrar com medida protetiva, pedindo para que a criança fosse encaminhada para um abrigo, até que se esclarecesse a situação, mas o pedido foi negado.
Entrega
Para a delegada, o pai pode ser definido como um “monstro” por ter cometido atos como esse e ela lembrou para que casais que querem ter filhos precisam se entregar. “A rotina é completamente alterada com uma criança recém nascida e crises conjugais existem nesse momento. Quem opta por ter um filho precisa saber que a rotina vai mudar e que não vai mais dormir oito horas seguidas, ainda mais que agora tem um ser que depende dela”, concluiu.
O bebê segue internado no Hospital Prefeito João Vargas de Oliveira, está estável, mas dependendo de vários cuidados especiais.
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