A empresária Claudete G. Chiquiti, de 55 anos, morreu no dia 11 de julho em Curitiba por complicações da Covid-19. A filha dela, Franciele Chiquiti, falou sobre como a mãe alegrava qualquer ambiente em que chegava. (Para saber mais sobre as vítimas da covid-19 em Curitiba e região acesse o Memorial as vítimas criado pela Banda B)

(Foto: Reprodução)

 

“Ela era dona de uma loja há 35 anos, tinha muitos amigos e estava sempre com um sorriso nos lábios, dizia sempre ” sorrisão faz bem para cútis”. Nunca deixava ninguém triste, chegava com sua energia que transformava todos a sua volta. Mãe dedicada, esposa amada, ótima vó, de 2 netos, a Julia e o Arthur e uma que vai nascer e que ela não chegou a conhecer”, contou a filha ao Memorial das Vítimas do Coronavírus de Curitiba e região.

Segundo a filha, antes de falecer, dentro da ambulância, no dia 25 de junho, ela pediu que tocassem um ‘modão’ muito alegre, porque era sua primeira vez de ambulância. “Chegou ao hospital e logo depois pediu uma pinça e um celular, falou com a família durante três dias. Depois de três dias no Pronto atendimento, precisou de UTI e faleceu dia 11.07.2020, às 23:30″, contou.

Ela lamentou a mãe ter sido enterrada sem a presença de amigos, apesar de ter muitos. “Não pudemos ver seu rosto, porque estava em um saco, apesar de ter ter se despedido dos amigos e dos familiares um a um antes de ter sido internada. Enfim, a melhor mulher do mundo. Mitas saudades de seus filhos, marido e netos”, concluiu a filha em depoimento.

Claudete morava no bairro Pinheirinho, em Curitiba, e morreu no Hospital da Cruz Vermelha.