Da Redação

A Polícia Militar (PM) levanta informações de um caso ainda contraditório que aconteceu na madrugada desta sexta-feira na Rua Engenheiro Rebouças, no bairro Jardim Botânico, em Curitiba. Um morador de rua foi socorrido com um grave ferimento no nariz e há duas versões para o caso. Aos socorristas que fizeram o atendimento, ele disse que foi vítima de uma pedra arremessada por inimigos, porém à reportagem da RPC TV, um amigo dele acusou policias militares de terem atirado uma bomba contra os dois.

Segundo testemunhas, bomba teria sido arremessada por viatura, porém vítima deu outra versão (Foto: PMPR)

“A viatura da Rotam veio em direção, bem devagar e… como eu, como já sabem eles vêm… vêm num, num… num instinto de… de… atirar bolinhas de gude com… com… com estilingue e… por vezes uma… umas bombas de… de… de fogos de artifícios, aquelas bombas de ‘treme-terra’. E… o que aconteceu foi que eu levantei o guarda-chuva pra me proteger e essa… essa bomba bateu no guarda-chuva e foi no… no rosto do… do meu… do meu amigo que tava… que tava deitado do lado. É um negócio desumano, né, cara? É um negócio que não se espera da polícia”, foi o que afirmou o amigo do morador de rua ferido à reportagem da RPC TV, em trecho reproduzido no Portal G1.

Outra versão

Porém, em entrevista à Banda B, o socorrista Eurico, do Siate do Corpo de Bombeiros, afirmou que a vítima deu outra versão para o que aconteceu nesta madrugada. “Entrou para nós como se fosse uma bomba, porém a vítima nos disse que foi uma pedrada e que os autores seriam seus conhecidos. Nós da equipe descartamos que tenha sido uma bomba arremessada”, disse Eurico.

O socorrista confirmou que houve bochichos de um possível artefato lançado contra os moradores, porém nada confirmado. “Teve muita testemunha falando da bomba, mas ninguém quis garantir que era isso mesmo, apenas conversa fiada ao que parece”, concluiu.

Nota PM

Em nota enviada à RPC TV, a PM informou que levanta informações do caso e que, se houve desvio de conduta da equipe policia, abrirá um processo administrativo.

“Respeitado o devido processo legal, a PMPR não compactua com qualquer tipo de desvio de conduta. Inobstante a esta ação, concomitantemente a PMPR está avaliando a repercussão ético e moral da conduta dos militares em questão em face dos fatos apontados”, diz um trecho da nota.

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