Do Portal aRede
Investigação foi conduzida pelo Nucria. (Foto: aRede)O estupro de uma estudante, que chocou Ponta Grossa na última semana, tomou novos contornos conforme a investigação sobre o caso avança. A garota, de 15 anos, que foi atendida pelo Pelotão da Patrulha Escolar Comunitária (BPEC) após ser supostamente estuprada quando ia para a escola, no Núcleo Santa Luzia, inventou a história.
O inquérito policial, conduzido pelo Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria), mostra que a menina mentiu para sair com um namorado, também adolescente, de acordo com a delegada Ana Paula Cunha Carvalho.
“Ela não foi estuprada. Ela saiu, teve uma relação sexual com um namorado e inventou essa história para justificar para os pais. Inventou a história para explicar porque não foi para a escola, depois de receber dezenas de ligações da mãe”, contou a delegada.
No dia do suposto crime, a adolescente foi encaminhada para a sede do Nucria e ouvida pela equipe do órgão. “Ela chegou na delegacia suja, como se tivesse tentado escapar de alguém, e ouvimos ela como é o procedimento padrão”, explicou Ana Paula. A Polícia Civil chegou a elaborar um retrato falado do suspeito do crime, com as características repassadas pela estudante.
Ela mentiu e admitiu, na segunda-feira, que mentiu. Ela admitiu, inclusive, que entrou em um matagal e se arrastou para ficar suja e parecer real. Então precisamos alertar a população que não existe um estuprador à solta no Santa Luzia”, completa a delegada. A adolescente deve responder por denunciação caluniosa, com pena prevista de 2 a 8 anos, e a Delegacia do Adolescente do município deve conduzir a investigação do caso. “E se prendemos algum inocente com base no retrato falado que ela passou? Então ela deve responder pelo crime”, diz a delegada responsável pelo caso.
Descoberta
“A mãe do namorado conhecia a mãe da estudante que foi supostamente estuprada. Ela estava com medo de que o filho pudesse ser comprometido com o decorrer da investigação. Então eles vieram aqui (na sede do Nucria) e o rapaz contou que ela foi até a casa dele pela manhã. Então ela não foi estuprada. Ela foi na casa de um namorado”, explica Ana Paula.
Não é o normal
A doutora também fez questão de salientar, em entrevista à Banda B, que este tipo de procedimento não é comum. “Não podemos generalizar. De fato muitos casos de estupros acontecem e a vítima precisa de todo o apoio. Isso é uma exceção, porque os casos de estupro acontecem e é necessário que as denúncias sejam feitas”, concluiu.
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