Por Luiz Henrique de Oliveira e Antônio Nascimento
A podóloga Débora Oliveira relatou à Banda B, nesta segunda-feira (8), o drama de sua mãe, Lucinéia de Oliveira de 63 anos. Lucinéia foi uma das pessoas que teve uma reação grave à vacinação da gripe, depois de tomar a dose na Unidade de Saúde do Medianeira, no bairro Boa Vista, em Curitiba, no último dia 27. Lucinéia já está internada há quase dez dias e sem previsão de alta. Até o momento, são quatro pessoas que apresentaram a reação.
Grave ferimento no braço de Lucinéia (Foto: Arquivo Pessoal)Débora explicou à Banda B que a reação começou logo em seguida à vacinação. “Ela foi tomar vacina no dia 27 e já teve uma reação da vacina, que foi a vermelhidão e rigidez do braço. Pedimos ajuda e ela foi examinada em casa por uma empresa particular. No domingo seguinte, ela estava desnorteada e já não reconhecia a família. O resultado do exame de sangue veio e foi constatada a presença de uma bactéria”, descreveu.
Segundo Débora, a mãe ainda não conseguiu se recuperar. “Ela está internada com vermelhidão, bolha e necrose no braço. Hoje vão realizar nova raspagem da pele. Estou sem saber o que fazer, porque ela não melhora. Não dá para entender o que está acontecendo”, disse.
Luciana está internada no Hospital Nossa Senhora do Rocio, em Campo Largo, e segundo a filha, recebe o acompanhamento da Secretaria de Saúde.
Prefeitura monitora pacientes
(Foto: Reprodução Facebook)A Prefeitura de Curitiba segue monitorando os quatro pacientes confirmados de reação à vacinação, conforme garantiu à Banda B Juliane Oliveira, superintendente de Vigilância em Saúde. “Estamos avaliando os quatro pacientes, que seguem internados, três dele em estado mais estável. Um paciente ainda está em situação mais grave. Estamos monitorando o quadro clínico e acompanhando os exames laboratoriais também”, afirmou.
Juliane aproveitou para destacar a importância do grupo de risco se vacinar contra a gripe. “Reforçamos a importância da vacinação e é importante que se mantenha a procura por vacina, porque são situações pontuais, e não há qualquer preocupação com relação a outras unidades”, disse.
A superintendente contou também que não há previsão de reabertura da Unidade de Saúde Medianeira. “Ainda sem previsão. Sabemos que foram 151 doses aplicadas e estamos em contato com familiares e quem tiver alteração deve procurar assistência médica”, informou.
Por fim, ela explicou quais não são os sintomas normais de reação à vacina. “O que não é normal é a dor no local e vermelhidão que vai aumentando e mal-estar, com febre e vômito. Neste caso, o paciente deve ser avaliado por um médico”, explicou.
As quatro vítimas que tiveram reação sofreram com febre e necessitaram do uso de antibióticos. Todas foram vacinadas no mesmo dia, 27 de abril.
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