Por Marina Sequinel e Flávia Barros
(Fotos: Flávia Barros – Banda B)
Os corpos de Anderson Cunha, de 36 anos, e o filho Gabriel, de 13, foram sepultados na tarde desta sexta-feira (8) no Cemitério São Gabriel, em Colombo, na região metropolitana de Curitiba. Os dois foram vítimas do grave acidente na BR-277, em Morretes, que matou outras quatro pessoas no último domingo (3).
Anderson e Gabriel foram velados nesta sexta-feira (8).Junto com a namorada de Anderson, Ana Carolina Novacoski, que também estava no carro no momento da tragédia, os dois foram os últimos a serem liberados pelo Instituto Médico Legal de Paranaguá. Não há informações sobre o local do enterro dela.
Na cerimônia de despedida do pai e filho, familiares estavam completamente desolados. Muito abalada, a mãe de Gabriel não quis gravar entrevista. Uma amiga contou à reportagem que ela demorou para acreditar no que aconteceu. “Eu falei com ela pelo WhatsApp algumas vezes e ela parecia incrédula, a ficha foi caindo a partir de quarta, quinta-feira. A semana foi bem difícil, agora o que podemos fazer é ficar perto e dar apoio à família”, comentou uma amiga da família em entrevista à Banda B.
Anderson, Gabriel e Ana Carolina tinham saído de Curitiba pela manhã para passar o dia em Morretes e voltavam para a capital quando foram atingidos pelo caminhão-tanque, que explodiu no km 33 da BR-277.
Além dos três, também morreram na ocorrência Luiz Carlos Silva e a esposa Carolina Grassmann, pais da bebê Maria Fernanda, que sobreviveu, e Pedro Idalgo, que faleceu no hospital dias depois.
Investigações
Segundo o delegado Antônio César Pereira dos Santos, responsável pelo caso, a maioria das testemunhas já foi ouvida nesta semana. Ele aguarda, agora, o boletim da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para dar continuidade aos trabalhos.
“Eu requisitei filmagens do acidente e já conversei também com o Instituto de Criminalística, que nos reportou que o caminhão já foi periciado. O próximo passo é reunir todos os documentos e tentar falar com a empresa responsável pelo transporte da carga”, explicou o delegado.
A polícia quer confirmar se o motorista entrou em contato com o encarregado da manutenção do veículo antes do acidente, como ele alegou durante depoimento. De acordo com Pereira, a conclusão dessas etapas deve acontecer em aproximadamente 15 dias.
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