Redação com Ag. Brasil e Extra
Teto do carro afundou e várias pessoas se feriram – Foto: Reprodução TV GloboMais um acidente envolvendo um carro alegórico deixou pelo menos 12 feridos na Sapucaí na madrugada desta terça-feira (28). Uma estrutura do alto do carro alegórico despencou durante a entrada da escola na avenida hoje de madrugada. A parte superior cedeu para a esquerda, e jogou os integrantes para dentro da composição. Nenhum componente caiu lá de cima na pista — mas alguns ficaram presos às ferragens da alegoria. Houve grande nervosismo e a escola parou na avenida. A queda da estrutura de ferro machucou várias pessoas. Uma ambulância removeu os feridos. O caso ocorre no dia seguinte a outro acidente na Sapucaí deixar 20 feridos, durante apresentação da Paraíso do Tuiuti.
No acidente desta madrugada, 20 pessoas foram atendidas. Delas, 12 sofreram traumas e oito tiveram crise de ansiedade. Seis pessoas foram transferidas para hospitais, sendo dois casos considerados mais graves. O presidente da Liesa, Jorge Castanheira, disse que vai apurar as causas e lamentou a “coincidência” de dois acidentes graves terem acontecido no mesmo lugar.
A atriz de “Malhação”, Aline Dias estava no carro da Unidos da Tijuca. Ela não se machucou no acidente e ajudou nos primeiros socorros dos feridos em cima da alegoria.
A parte de cima de um dos carros da Unidos da Tijuca despencou quando a alegoria começava a desfilar pela Marquês de Sapucaí. O grupo representava personagens do carnaval de Nova Orleans. Este ano, a escola de samba homenageia a música americana em seu enredo.
O desfile
O grupo especial do Rio de Janeiro teve hoje sua segunda noite de desfiles, que foi encerrada pelas duas maiores campeãs do carnaval: Portela e Mangueira.
Na primeira noite, desfiles grandiosos de Beija-Flor e Salgueiro e as participações emocionantes na Grande Rio e na Imperatriz foram os destaques.
Às 22h, o desfile começou com a União da Ilha e seu enredo sobre o tempo, em uma perspectiva trazida por lendas angolanas. A escola mostrou o poder transformador do tempo e sua regência sobre a “árvore da vida”, criando, como diz a sinopse do enredo, “a cronologia entre as raízes do passado, as folhas do presente e os frutos do futuro”.
O segundo desfile foi o da São Clemente, escola que escolheu o curioso enredo Onisuáquimalipanse, palavra inventada para aportuguesar a frase “envergonhe-se quem pensar mal disso”, em francês. Ambientado na França, de Luís XV, o enredo contou uma história de palácios estravangantes, vaidade e corrupção.
A terceira escola da noite foi a Mocidade de Padre Miguel, que foi ao clássico As Mil e uma Noites resgatar o conto de Sherazade para falar sobre o Marrocos. Palácios, hábitos e religião entraram no enredo, que lembrou também a imigração árabe para o Brasil.
A Unidos da Tijuca uniu o saxofonista Louis Armstrong e o compositor Pixinguinha, em uma homenagem à importância dos dois para a música do Continente Americano. O enredo criou a partir de um encontro real entre os gênios, ocorrido em 1957, no Palácio das Laranjeiras, no Rio de Janeiro.
Logo depois, foi a Portela que desfilou na Marquês de Sapucaí, às 3h40. A escola de Madureira falou do papel central dos rios na vida humana, desde a formação das civilizações, o comércio e a urbanização. A fé, os mitos e a necessidade de preservação dos rios também estavam na programação da escola.
Campeã no ano passado, a Mangueira entrou com peso na avenida e pediu intercessão aos santos para ganhar mais um carnaval. A escola levou para a Sapucaí os santos que marcam a fé brasileira, sejam eles católicos ou de matriz africana.
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