Hoje com 19 anos, Thalita segue com a vida normal e estuda Direito (Foto: Antônio Nascimento – Banda B)

A doceira Margareth Aparecida Marcondes, acusada de enviar bombons envenenados a uma adolescente de Curitiba, foi condenada a 30 anos e três meses de prisão em regime fechado por quatro crimes de tentativa de homicídio. A decisão foi tomada pelo Tribunal do Júri em Curitiba, nesta segunda-feira (7).  A audiência começou às 13 horas e a sentença foi anunciada às 2 horas, já na madrugada desta terça-feira.

Para o cálculo da pena, foram consideradas as ocorrências de três qualificadoras no caso da tentativa de homicídio a uma das vítimas (motivo torpe, dissimulação e meio cruel por emprego de veneno) e duas no caso das demais três tentativas (motivo torpe e emprego de veneno), conforme previsão do Código Penal. O Ministério Público do Paraná, que atuou na acusação, obteve resultado favorável em todas as alegações oferecidas.

O crime aconteceu em março de 2012, quando um taxista entregou uma caixa com os bombons para Thalita Machado Teminski, na casa da família, no bairro Umbará.

Margareth chegou a fugir após o crime (Reprodução)

Na época do crime, Margareth foi presa cerca de duas semanas após o envio da caixa. Ela estava em Barra Velha, Santa Catarina. Margareth era amiga da família e confessou na delegacia que envenenou os bombons. Segundo as investigações, envenenou os bombons porque havia gasto R$ 7,5 mil, valor este pago pelo pai da Thalita para a fabricação dos doces.

Com a ingestão dos doces, Thalita ficou quatro dias em coma e outros sete na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Hoje com 19 anos, Thalita contou que ficou com sequelas do envenenamento, como uma arritimia no coração e que a esperança para o julgamento é o de que a justiça seja feita. “A Margareth se tornou íntima da nossa família com os preparativos da festa, até hoje não conseguimos entender o motivo de ela ter feito isso”, disse.

Em 2014, a doceira foi condenada no Tribunal do Júri da comarca de Joinville a 10 anos e 8 meses de reclusão por tentativa de homicídio qualificado. Ela teria tentado matar o ex-marido com golpes de rolo de macarrão na cabeça para encobrir o envenenamento.