Redação

O acidente na BR-277, que matou seis pessoas após o tombamento de um caminha-tanque, completa nesta quarta-feira (3) um mês. Até agora, a polícia ainda não concluiu o inquérito que apura as responsabilidades sobre as mortes e as famílias das vítimas ainda não receberam indenização.

Hoje, o delegado Antônio dos Santos, da Delegacia de Morretes, que investiga o acidente, deve pedir uma prorrogação de mais 30 dias para concluir o inquérito. O delegado já ouviu dezenas de testemunhas, além do motorista que dirigia o caminhão-tanque, mas ainda precisa de mais informações. O motorista, que aguarda o processo em liberdade, pode responder por dolo eventual.

A polícia também investiga se houve falha mecânica no caminhão e qual seria a responsabilidade da empresa, dona do veículo. As famílias das vítimas também aguardam o pagamento de indenização, que, até agora, não foi paga.

acidente5Anderson e o filho Gabriel morreram no acidente – Foto: facebook

O acidente

O caminhão seguia no sentido Paranaguá no domingo, dia 3 de julho, quando o motorista perdeu o controle da direção na descida da serra. O veículo teria perdido os freios e tombou no quilômetro 33, atingindo outros 12 veículos. As chamas chegaram a se espalhar pela via.

Na ocasião, o motorista foi preso e autuado em flagrante por homicídio com dolo eventual, porque teria seguido viagem mesmo depois que o painel do caminhão alertou a falha nos freios.

Um bebê de apenas um mês foi salvo pelo pai ao ser entregue a um homem nas margens da rodovia. O pai do bebê, Luiz Carlos Silva, 26 anos, e a mãe da criança, Caroline Fernanda Grassmann Martins, morreram no acidente.

As outras vítimas são: Pedro Idalgo Filho, 55 anos, Anderson Cunha, 43 anos, o filho dele Gabriel Cunha, de 13, e a namorada Ana Carolina Novacoski , de 35 anos.

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