Da Redação

Foto: Flávia Barros – Banda B

Após denúncia feita por uma empresa de telefonia, a Polícia Civil chegou até um suspeito de comprar de baterias de torres de transmissão. Everton Pavoni, de 32 anos, foi preso nesta quarta-feira (8) em sua loja de autopeças, localizada no bairro Cachoeira, em Almirante Tamandaré, região metropolitana de Curitiba. Entre as cidades que acabaram sem sinal por conta dos roubos estão Telêmaco Borba e Piên, no Paraná, e Imbituba e Florianópolis, no estado de Santa Catarina. A defesa de Pavoni afirma que ele não tinha conhecimento da origem das baterias e destinaria para reciclagem.

Foto: Divulgação Polícia Civil

De acordo com o delegado do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), Rodrigo Brown, essas baterias são utilizadas em torres de transmissão de telefonia e são muito visadas para roubos para a utilização por provedores de internet clandestinos. “Sem as baterias, as torres não funcionam e consequentemente toda uma comunidade fica sem sinal em seus aparelhos celulares. São baterias especiais e criadas exclusivamente para o fim das torres”, disse.

No local, o homem de 32 anos se apresentou como proprietário da empresa e negou estar em posse das baterias. Os investigadores realizaram buscas no estabelecimento e localizaram 96 baterias na área de sucatas da empresa. Quando questionado sobre a procedência dos produtos ele não soube responder, e também não apresentou nota fiscal, assim como de 28 pneus automotivos avaliados em R$ 2,5 mil.

Na delegacia, a defesa de Everton alegou que o suspeito é dono de uma empresa de reciclagem e daria uma destinação adequada às baterias, vindo a descobrir a origem ilícita apenas com a presença policial no local. O advogado dele, Bruno Pereira, ainda afirmou que serão apresentadas, ao longo do processo, provas que comprovam a compra sem que ele tivesse o conhecimento da origem.

O suspeito está preso na carceragem temporária do Cope, onde permanece à disposição da Justiça. Ele responderá pelo crime de receptação qualificada, podendo pegar de três a oito anos de cárcere.

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