Por Marina Sequinel
(Foto: Banda B)A manifestação dos trabalhadores contra as reformas propostas pelo governo Michel Temer (PMDB) terminou após a realização de um culto ecumênico na Praça Tiradentes, no Centro de Curitiba. Apesar do fim da passeata, ainda há focos de protesto de servidores em frente à prefeitura e em outros pontos do Centro Cívico. Além disso, as categorias devem continuar de braços cruzados até este sábado (29).
Com a decisão, os ônibus só voltam a circular na capital e região metropolitana após a meia-noite. De acordo com a organização, 30 mil pessoas participaram do protesto em Curitiba contra as mudanças trabalhistas e previdenciárias que tramitam no Congresso.
“Nós somos contra o retrocesso dos nossos governantes. A gente está forçando para que eles não votem as leis, porque se fizerem isso, não vão voltar atrás. O ano que vem já está perto e nós vamos colocar lá os deputados que realmente representem os trabalhadores”, disse a presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) no Paraná, Regina Cruz, em entrevista à Banda B.
Segundo ela, as centrais sindicais devem se reunir nesta semana para organizar novos atos em defesa da democracia, marcados para 9 e 10 de maio. O vice-presidente da Força Sindical do estado, Nelson de Souza, classificou a manifestação desta sexta como “um sucesso”.
“Desde a madrugada nós estamos na luta, junto com comerciantes, metalúrgicos, motoristas e demais categorias. Para nós, é ótimo ver a sociedade na rua, nas rodovias… As reformas Trabalhista e da Previdência são uma sacanagem. É muito desigual colocar empregado para negociar com o patrão. Essa é uma forma de, cada vez mais, sugar e escravizar o trabalhador. Nós queremos discutir todas as alterações de forma justa. Caso contrário, vamos entrar em greve por tempo indeterminado”, finalizou.
Na próxima semana, novos encontros devem definir os rumos da mobilização na cidade.
Transporte coletivo
O Sindicato das Empresas de Ônibus da Grande Curitiba (Setransp) protocolou pedido de frota mínima no transporte coletivo durante o dia de greve geral, que foi acatado pela Justiça. O Sindicato dos Motoristas e Cobradores (Sindimoc), por outro lado, afirmou que ainda não foi notificado da decisão e segue com adesão de 100% à paralisação. Os ônibus devem voltar a circular normalmente apenas após a meia-noite.
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