Parte de um processo de reestruturação dos Correios, o Plano de Demissão Voluntária (PDV) de 2026 da estatal terminou com a adesão de 3.075 empregados. Isso representa apenas 30,7% da projeção inicial, que era de que 10 mil profissionais pedissem o desligamento neste ano.

Fachada do edifício-sede dos Correios em Brasília, com destaque para o logotipo azul e a bandeira do Brasil tremulando em primeiro plano sob um céu azul
Sede dos Correios em Brasília: estatal enfrenta baixa adesão de servidores ao Plano de Demissão Voluntária (PDV) em abril de 2026 – Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O prazo de adesão do PDV encerrou na terça-feira (8) e não será prorrogado. A expectativa é a de que o programa, somado a outras medidas implementadas no primeiro trimestre, gerará uma economia adicional de R$ 508 milhões anuais.

Os Correios enfrentam uma crise financeira. Há um déficit estrutural superior a R$ 4 bilhões por ano, o patrimônio líquido está negativo em R$ 10,4 bilhões e o prejuízo acumulado do ano passado (até setembro) era de R$ 6,057 bilhões.

Em dezembro do ano passado, a estatal obteve um empréstimo de R$ 12 bilhões para financiar a continuidade das operações.

O PDV foi uma das ações do Plano de Reestruturação dos Correios 2025–2027, voltado à recuperação da sustentabilidade financeira, otimização da rede operacional, eficiência logística da empresa e ao reposicionamento competitivo da estatal.

Além do PDV, Correios fará leilão de imóveis

No plano de reestruturação, a previsão dos Correios é fechar 16% das agências, o que representa cerca de mil das 6 mil unidades próprias.

A estimativa da estatal é de que os leilões reduzam os custos de manutenção dos imóveis ociosos e arrecadem até R$ 1,5 bilhão para investimento.

Em fevereiro, os Correios realizaram o primeiro leilão de imóveis próprios. A oferta inicial incluiu 21 imóveis para venda imediata, localizados em 11 Estados brasileiros.