Tatiane morreu ao cair do 4º andar de prédio em Guarapuava

 

Assistente de acusação no processo que investiga a morte da advogada Tatiane Spitzner, de 29 anos, o advogado Gustavo Scandelari disse que a divulgação do monitoramento interno do prédio em que ela morava com o marido Luís Felipe Manvailer desmente toda a versão apresentada pelo investigado até aqui. Para o advogado, que concedeu entrevista à Banda B nesta sexta-feira (3), as imagens são elementos que tornam consistente o indiciamento de Manvailer por feminicídio.

“Esses vídeos comprovam, de maneira contundente, que a versão do acusado não é verdadeira. Ele disse que em nenhum momento teria agredido a Tatiane, mas os vídeos mostram agressão e violência, além dos vários momentos que ela tenta fugir dele. Juntamente com os depoimentos e a tentativa de fuga para o Paraguai, o indiciamento feito pela autoridade policial se torna bastante consistente”, disse Sacandelari.

As imagens foram divulgadas em coletiva de imprensa realizada pelo Ministério Público de Guarapuava. Elas reforçam as suspeitas de que o homem foi o responsável por jogar a vítima do quarto andar do prédio, matando-a na hora.

Segundo Scandelari, o relacionamento entre o casal já havia acabado. “Não era um relacionamento tranquilo nos últimos meses, como dito por várias pessoas. A Tatiane estava absolutamente insatisfeita com a relação e buscando o divórcio, sendo que ele continuava absolutamente grosseiro, agredindo verbalmente e humilhando, diferente do dito por ele até aqui”, concluiu o advogado.

Prisão

Manvailer foi preso na mesma madrugada da queda, após se envolver em um acidente na Rodovia BR-277, no sentido de Foz de Iguaçu. Ele, até então, negava histórico de agressões contra Tatiane. A versão dele é a de que Tatiane se jogou do quarto andar.

A defesa do suspeito aguarda o resultado de exames periciais para qualquer posicionamento sobre as imagens.

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