O lateral-esquerdo Diego Porfírio, ex-Coritiba, revelou ter indicado o atacante Alef Manga no esquema de manipulação de jogos no ano passado. O atleta, que defende atualmente o Guarani, prestou depoimento ao Ministério Público de Goiás (MP-GO) admitindo o envolvimento com a quadrilha de apostadores e passou a colaborar com as investigações da Operação Penalidade Máxima II.

No depoimento acessado pelo GE Paraná, Porfírio disse que o contato com o grupo de apostadores aconteceu por intermédio do ex-jogador Victor Yamasaki Fernandes, responsável por aliciar atletas para o esquema. O jogador aceitou receber um cartão amarelo na partida contra o América-MG, em setembro de 2022. Na sequência, indicou Manga para a negociação, que concordou com a proposta. Ambos receberam o cartão na partida.

Ele perguntou se eu conhecia alguém que faria, eu falei que achava que, talvez, o Alef Manga faria. Eu cheguei nele e falei: ‘Alef, você faz o cartão?’. Ele disse que faz. Falei com ele e fui para o quarto. Mandei uma mensagem que o Vitor queria o contato dele. Ele falou que poderia passar, que ele ia negociar. Eu tenho até o print da conversa. Eu não insisti nada com ele, só comentei, ele disse que fazia. E eu passei o contato”, revelou Porfírio ao MP-GO.

Documentos mostram transferências ao atleta do Coritiba

Na noite desta terça-feira, foram vazados supostos documentos que apontam transferências de apostadores para Alef Manga. Os movimentos bancários teriam partido da empresa BC Sports Management, por meio de um dos chefes da organização, Bruno Lopez, e sua esposa Camila Silva da Motta. O atacante do Coritiba teria recebido sete  PIX – pagamento instantâneo eletrônico, no valor final de R$ 45 mil.

Manga, atualmente, participa normalmente das atividades com o elenco do Coritiba. No dia 26 de maio, ele prestou depoimento ao MP-GO pela citação em planilhas de apostadores, mas preferiu ficar em silêncio. A SAF alviverde, através do CEO Carlos Amodeo e do executivo-chefe Artur Moraes, deve decidir o futuro do jogador em breve.

Em nota, a Pantera Sport, que defende Manga, voltou a garantir a inocência do atacante, de 28 anos: “Lamentamos o vazamento seletivo de informações de documentos sigilosos, que ainda não foram cientificados a defesa do atleta Alef Manga. Neste sentido, externamos nossa plena confiança no atleta e na Justiça, no que diz respeito aos esclarecimentos dos fatos nas respectivas esferas. Pelo exposto, aguardaremos, com parcimônia”. O Coritiba só vai se pronunciar sobre o caso em nota oficial.

Alef Manga, atacante do Coritiba.
Atleta aceitou receber amarelo em jogo do Brasileirão do ano passado. Foto: Gabriel Thá/CFC

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