Após a eliminação para o Operário na semifinal do Campeonato Paranaense de 2026, o técnico Fernando Seabra lamentou o resultado e destacou o sentimento compartilhado com a torcida após a derrota nos pênaltis, no Couto Pereira.
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Em entrevista coletiva, o treinador afirmou que o elenco sentiu a eliminação e agradeceu o apoio dos torcedores presentes no estádio, ressaltando a frustração pela não classificação à final.
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“A gente também sente, também lamenta muito essa não ida aí pra final. A gente percebe o sentimento do torcedor no estádio e a gente agradece o apoio que eles tiveram até o final”, declarou Seabra.
Seabra lamenta eliminação do Coritiba e analisa desempenho
O treinador avaliou que o Coxa teve um bom início de jogo, com pressão alta e criação de chances, mas apontou perda de consistência a partir da metade do primeiro tempo como fator que permitiu a reação do Fantasma e o crescimento do adversário na partida.
“Começamos novamente muito bem, provavelmente o nosso melhor início de jogo até o momento desde que eu cheguei aqui, conseguindo criar chances, conseguindo pressionar alto, sofrendo muito pouco defensivamente”, afirmou.
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Segundo ele, a equipe perdeu consistência ainda na etapa inicial. “A partir dos 25 minutos do primeiro tempo começamos a perder os comportamentos, a não ter uma reação pós-perda tão rápida, a não ter uma prontidão tão boa para se preparar para as reposições”, analisou.
“Essa inconsistência acabou criando a janela de oportunidade pro Operário entrar no jogo tendo uma transição, conseguindo ter um pouco mais de posse”, explicou.
Treinador explica escolha dos batedores do Coritiba
Seabra destacou que a equipe trabalha pênaltis de forma recorrente e que já existe uma ordem definida para as cobranças. “Temos trabalhado pênaltis não só para essa decisão, mas também para ter ali a ordem dos nossos batedores para caso aconteça pênalti jogo a jogo. Então a gente sabe muito bem quais são as preferências, quais são aqueles que têm mais consistência”, disse.
Sobre as substituições nos minutos finais, o treinador afirmou que o planejamento considerava a possibilidade de decisão nas penalidades. Segundo ele, na entrada de jogadores aos 45 minutos do segundo tempo, “pesava mais a questão de bater pênalti”.
Em um cenário encaminhado para a disputa, explicou que “você tem que também considerar quando você poderia ter um batedor especialista para entrar”.
“O Josué, por exemplo, ele já estava cansado, mas a gente não ia tirar ele porque ele é um dos batedores principais e a gente tinha um dos batedores principais no banco”, afirmou.
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Seabra também detalhou as opções disponíveis. “O Pedro é um jogador que cobra pênalti, mas o Sobral é mais especialista que ele, e o Lavega, apesar de ter errado hoje, é o nosso batedor mais consistente desde que começou os treinamentos, desde que começou a temporada, e tem experiência de bater pênalti”, ressaltou.
Ao final, o treinador reforçou que a estratégia seguiu o planejamento da comissão. “A gente tinha como principais batedores Bruno Melo, Josué, Lavega e Sobral, tá certo? E todos eles estavam no momento final da cobrança”, concluiu.
