
Fernandinho voltou a jogar uma partida de Copa Libertadores da América na noite desta quinta-feira (4), na Arena da Baixada, diante do Estudiantes de La Plata. A última aparição dele havia sido em 2005, ano do vice-campeonato continental rubro-negro. Dezessete anos depois, o volante de 37 anos se sentiu bem nesse reencontro.
“Me sinto bem, feliz, contente em disputar uma Libertadores pelo time que me projetou no cenário nacional e internacional. Me senti muito confortável no jogo, o time entendeu a forma de jogar e aplicamos intensidade desde o primeiro minuto”, declarou Fernandinho, em entrevista depois do empate sem gols no Joaquim Américo.
Para o camisa 50 athleticano, a equipe deve confiar na classificação nos 90 minutos decisivos, que serão disputados na próxima quinta-feira (11), em La Plata.
“É uma decisão de 180 minutos. Nada se decide no primeiro jogo, mas um resultado positivo para levarmos para a Argentina seria melhor. Vejo uma disputa aberta, o grupo entende que, na Libertadores, o resultado não se controle, mas sim se controla como se entra em campo. Vamos preparados para buscar a classificação”, destacou.
VAR e ‘catimba’
Como não poderia deixar de ser, Fernandinho também deu a sua opinião sobre as duas participações do VAR na partida, principalmente a primeira, que levou à anulação de um pênalti assinalado pelo árbitro dentro de campo. O jogador comparou o tema com a sua experiência de anos jogando na Inglaterra.
“Na Europa há o mínimo de interferência possível do VAR, na Inglaterra principalmente. Lá, as decisões de campo valiam mais do que as do VAR, o árbitro tem mais autonomia. Na América do Sul tem interferência muito maior dos árbitros de vídeo”, analisou o volante.
O jogador aproveitou para comentar que, já no Joaquim Américo, os jogadores do Estudiantes não perderam tempo em provocar os atletas do Furacão, além de retardarem o jogo sempre que possível. Tal ‘catimba argentina’ ele espera encontra na partida de volta, e o Rubro-Negro promete estar preparado.
“Vamos encontrar lá um cenário típico de Libertadores, um certo tipo de cera, e vamos para conquistar o resultado positivo na casa deles. Será um jogo brigado, como foi hoje. Creio que lá eles tentarão jogar mais com a bola no chão, sendo perigosos nas bolas áreas. Nos portamos bem, eles não tiveram chances e temos que nos focar no que se decide dentro de campo”, finalizou.
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