Felipão vê equipe em formação e promete administrar os estrangeiros. Foto: Geraldo Bubniak/AGB

Luiz Felipe Scolari já vê um time base tomando forma no Athletico, mas o que mais agradou ao diretor técnico na vitória sobre o Avaí, neste domingo (22), é a retomada na identidade que ele já sente, mesmo com pouco tempo de trabalho no clube. De acordo com ele, já perceptível uma equipe com algo que o Furacão de outrora sempre possuiu.

“Acho que o Athletico tem mostrado, tanto no jogo do Libertad quanto no de hoje, a marcação por pressão e a dinâmica de jogo que o Athletico sempre teve, aquela que tinha quando eu vinha jogar aqui e respeitava, e tinha um pouco de medo. O Athletico está retomando essa característica, os jogadores estão conhecendo uns aos outros”, disse.

Sobre a repetição da equipe pelo segundo compromisso consecutivo, o comandante athleticano revelou que, no momento, esse é o seu time base e que, por isso, ele será repetido o quanto for possível, com poucas modificações. A ideia de mudar mais, aproveitando o farto plantel rubro-negro, deverá vir em um segundo momento.

“Em primeiro lugar, pretendemos dar uma organização à equipe, para que eles saibam o que queremos e, para que possamos mudar um ou dois jogadores, dependendo das lesões e dos cartões (…). No momento, essa é a equipe que tenho como ideal para esses jogos iniciais”, explicou Felipão.

Expulsão e gringos

O diretor técnico athleticano falou também sobre o lance que gerou a saída do zagueiro Pedro Henrique. Ele lesionou o tornozelo depois de uma entrada mais forte do atacante Copete, em um lance que, para Scolari, deveria ter resultado na expulsão do jogador do Avaí. Apesar disso, ele espera contar com o camisa 34 diante do Caracas, na quinta-feira (26), pela Copa Libertadores.

“Acho que era (para expulsão), mas não adianta dizer nada. A arbitragem está ali, o VAR está ali, e eles interpretam da maneira deles, e nós da nossa. Não adianta reclamar. Ele tem uma entorse não tão feia, o que me dá a oportunidade de esperar que ele esteja em condições na quinta-feira. Foi mais um susto do que qualquer outra coisa”, destacou.

Felipão também falou sobre como vem administrando o fato de ter oito estrangeiros em seu elenco, mas no Brasileirão apenas cinco podem ser utilizados simultaneamente em cada partida. De acordo com ele, o Furacão e os interesses do clube estão acima dos dele e dos atletas, mas a meta é entender e conversar com todos.

“Tenho que montar uma equipe com cinco estrangeiros no Brasileiro, e ver como posso usar esse ou aquele. A gente vai fazendo opções, no outro jogo estava o Bryan (García, não relacionado diante do Avaí), a gente vai fazendo opções, vai vendo os treinamentos e a produção também. Vamos preenchendo como dá, são todos bons jogadores, e às vezes podem ficar chateados, mas vamos mostrando para que entendam o posicionamento do seu técnico”, concluiu.

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