Felipão repensa aposentadoria no Athletico e descarta favoritismo do Flamengo
Ao lado de Thiago Heleno, Felipão falou o que espera da final. Foto: Bruno Baggio/athletico/com.br

O diretor técnico Luiz Felipe Scolari concedeu a entrevista coletiva oficial da final da Copa Libertadores, no fim da tarde desta sexta-feira (28), no Estádio Monumental, em Guayaquil (Equador), palco da decisão entre Athletico e Flamengo. Num tom saudosista, o treinador falou novamente sobre a possibilidade de encerrar a carreira ao término da temporada.

“A emoção de estar presente numa final é uma emoção de alguém que já vivenciou diversos campeonatos, situações das mais diversas possíveis. Essa é mais uma decisão que nos dá uma possibilidade de pensar no quanto foi maravilhoso esse trabalho de quando começamos, não apenas no Athletico, mas também quando comecei como jogador. É o término, praticamente, de uma carreira muito feliz da minha parte”, disse Felipão, complementando:

“Fico feliz, neste momento, de decidir uma Copa Libertadores. Vim de uma equipe pequena, o Aimoré, e hoje estou no Athletico nesta posição”.

No entanto o treinador – que estava ao lado do capitão Thiago Heleno – deu a entender que pode repensar a aposentadoria a depender do que acontecer neste sábado (29) em Guayaquil, embora não queira continuar por muito mais tempo.

“Não, anos mais, não. Pode ter certeza que não. Vou conversar com minha família, naturalmente. Se nós conseguirmos a vitória amanhã, terei que conversar com uma pessoa, que é o Mário Celso Petraglia (presidente do Athletico), e saber o que ele quer. Vim para cá com duas situações, e uma delas pode ser resolvida amanhã (sábado). Claro que eu tenho que conversar com a minha família. Nesses anos eu já dirigi sete países diferentes, em todos estiveram comigo meus familiares, eu convivo com eles há muitos anos”, afirmou.

“Já vivi muitos ambientes. Mas viver este ambiente desde que cheguei ao Athletico e desde que começamos esta caminhada, é um pouco diferente de tudo aquilo que já vivenciei. Vale a pena ter vivido tudo isso. Vim ao clube com a certeza de que encontraria aqui bons jogadores, homens certos para o nosso time. E aquilo que fomos conquistando nos trouxe à final da Libertadores. E final de Libertadores são poucos que conquistam”, acrescentou.

“É 50% por 50%”

Multicampeão, inclusive de um Mundial com a seleção brasileira, Felipão rechaçou o favoritismo que tem sido dado ao Flamengo pela grande maioria das pessoas.

“Favoritismo? É 50% por 50%. São dois finalistas. Quem jogar melhor, pode vencer. Não ache que a equipe que chega na final é tão ruim quanto a melhor de todas. Quem está aqui é porque tem condições (…). Tanto nós quanto o Flamengo somos sabedores de que este é um tipo de jogo para cometermos menos erros. E vamos ver se cometemos menos erros que o Flamengo”, ressaltou.

Questionado se havia descoberto uma fórmula para produzir um modo de vencer o Flamengo nesta decisão, Felipão fez uma analogia:

“Se eu estivesse em Gramado, no Rio Grande do Sul, eu diria que fabriquei chocolate, mas como estou aqui em Guayaquil, não sei o que eles fabricam aqui. Estamos nos adaptando ao estilo de jogo do Flamengo para tentar produzir alguma coisa. Tomara que amanhã a gente consiga os gols necessários para a vitória (…). Sabemos que tem detalhes que vamos ter que superar. Sabemos que temos que fazer alguma coisa diferente em outras situações para que possamos sair daqui vencedores”, comentou.

Athletico e Flamengo se enfrentam neste sábado (29), às 17h (horário de Brasília), no Estádio Monumental, em Guayaquil, pela grande final da Copa Libertadores.

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