A Confederação Brasileira de Futebol (CBF), divulgou, na última quarta-feira (16), o áudio da conversa entre o árbitro de vídeo, Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral, e o árbitro Arthur Gomes Rabelo, da vitória do Athletico por 2×0 sobre o Cuiabá, no lance do gol anulado de Vidal, no começo do segundo tempo.
Na jogada, o meia chileno roubou a bola de Raniele, dominou e chutou forte. Porém, logo em seguida o VAR recomendou a revisão do gol por um possível toque na mão do jogador. O lance foi revisto por vários ângulos e velocidade. Rodrigo Guarizo em diversas oportunidades pede para que a jogada seja repassada “frame a frame”.
“Na coxa. Aí, nesse momento. Para pra mim, volta lá, volta. Na hora que pega na coxa dele. Ele tem um contato com a bola. Ele (árbitro) tem que ver. A gente vê os movimentos do dedo dele. Agora só abre para ver se está na imediatez“, diz o VAR ao ver as imagens.
Arbitragem anula gol “por mão de imediatez” e revolta Athletico
Na sequência, Arthur Gomes Rabelo é chamado para revisar a jogada. Antes, o árbitro de campo já tinha falado sobre o lance, que tinha dúvidas se a bola tinha tocado na mão de Vidal. “No momento que ele domina, essa bola não é mais disputada. Não tenho certeza se essa bola bate na mão”, fala o juiz.
Ao revisar as imagens, Rabelo anula o gol de Vidal, alegando que “essa mão sobe no domínio dele para finalização. Retomo como decisão de campo para anular o gol por mão de imediatez”.
Nas redes sociais, o Furacão se revoltou com a decisão e questionou a experiência do árbitro. Alguns jogadores também reclamaram. Após a partida, o diretor de patrimônio do Rubro-Negro, Márcio Lara, também reclamou e disse que o clube faria uma representação formal à CBF.
CBF explica regra para justificar gol anulado
De acordo com a CBF, o VAR e o árbitro acertaram na decisão por terem levado em consideração a regra 12 do futebol – Tocar a bola com a mão ou braço -. “Nem todos os contatos da mão ou do braço de um jogador com a bola constituem uma infração. No entanto, cometerá uma infração o jogador que: marcar um gol no adversário, imediatamente depois de a bola tocar na mão ou no braço, mesmo que de maneira acidental”.
Embora o toque tenha sido sutil, sem nem desviar a trajetória da bola, a equipe de arbitragem se apegou no fato de os dedos de Vidal terem se movimentado para constatar que houve contato da mão com a bola e, assim, anular o gol.
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