Carlos Eugênio Simon. (Geraldo Bubniak)

A polêmica arbitragem de Anderson Daronco no empate em 1 a 1 entre Athletico e Flamengo foi o principal assunto da rodada das quartas de final da Copa do Brasil. Para o ex-árbitro e atual comentarista do canal Fox Sports, Carlos Eugênio Simon, o único erro foi em não expulsar o goleiro Diego Alves, do Flamengo, que colocou a mão na bola fora da área aos 10 minutos do primeiro tempo.

“O Jean Pierre, árbitro de vídeo, deveria ter chamado o Anderson Daronco, árbitro central, para avaliar a decisão. Para mim, era expulsão por impedir uma clara e manifesta possibilidade de se fazer um gol. O Diego pegou a bola com a mão fora da área, a regra diz que tem que levar em conta a distância do gol, estava próximo, a direção do gol, também estava próximo, e o número de defensores, que só tinha o goleiro. O Cirino, provavelmente, faria o gol. É um lance, na minha interpretação, de tiro livre direto e cartão vermelho. O erro do VAR foi não ter chamado o árbitro central para tomar a decisão”, explicou Simon.

Outro lance que gerou muita reclamação da torcida do Athletico foi o pênalti não marcado de Renê, do Flamengo, em Marcelo Cirino. Após sete minutos de paralisação, Anderson Daronco marcou falta de Marco Ruben em Rodrigo Caio. Para Simon, o árbitro acertou na decisão. “Aconteceram as duas infrações: a falta e o pênalti. Quando o VAR aciona o árbitro, ele vê toda a origem da jogada quando se trata de gol, cartão vermelho, pênalti ou identificação da jogada. O caso está correto. Ele analisou o lance todo e marcou o que aconteceu primeiro que foi a falta do jogador do Athletico no flamenguista”, comentou.

Favorável ao VAR

Mesmo com todas as polêmicas, o comentarista de arbitragem é favorável ao VAR no futebol. Porém, ele espera que haja mais interferência do vídeo e acredita que o “futebol sul-americano precisa aprender muito”. “Eu sou favorável ao VAR. Eu acompanhei de perto na Copa do Mundo e vi de perto no EBC. A sala de VAR ficava no centro da imprensa e tive a oportunidade de conversar com ex-companheiros de arbitragem. O futebol brasileiro e sul-americano precisa aprender muito ainda. Na Copa América, a gente viu muito lance que não está no protocolo”, disse.

“Eu acho que com o passar do tempo tem que abrir os áudios da cabine do VAR para o árbitro central e ver a possibilidade de interferência do VAR em todas as jogadas. Quantos gols já aconteceram de jogadas que são tiro de meta, o árbitro marca escanteio, o cara cobra o escanteio e faz o gol. Os árbitros da CBF precisam trabalhar muito em cima do VAR e a jogada da falta e do pênalti ficou parada por sete minutos. É muito tempo para esperar uma decisão da arbitragem. É um caminho longo no futebol brasileiro”, acrescentou Simon.